"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Flúor: uma das substâncias mais perigosas para o cérebro

A Fluoride Action Network (FAN) relatou que 34 estudos associam o flúor com a diminuição dos níveis de QI em humanos, enquanto muitos outros estudos ligam o flúor à aprendizagem e perda de memória, danos ao cérebro fetal e função neurocomportamental alterada.

Vide em: http://www.noticiasnaturais.com/2014/06/as-4-toxinas-mais-perigosas-para-o-cerebro/#

4 Toxinas Mais Perigosas para o Cérebro

Qual a ligação desse assunto com Saramenha? respondo com um trecho extraído de um estudo científico disponível em http://www.lnlm-sbic.org/papers/vol9-no3-art2.pdf:


"Um dos compostos químicos mais utilizados para conservar a estabilidade térmica e química do banho é a alumina fluoretada (ou secundária). Algumas fábricas compram essa matéria-prima, outras a produzem. A produção é feita através da Planta de Tratamento de Gases (PTG). A geração consiste em captar os “gases sujos”, ricos em flúor, provenientes dos fornos de redução e fazê-los entrar em contato com a alumina virgem (ou primária). A alumina primária, por ser um material poroso, adsorve o flúor da massa gasosa, produzindo alumina secundária e gás limpo (Shinzato, 2007). Após a adsorção, a alumina, já fluoretada, se deposita nos filtros de manga, que são estruturas de poliéster que separam a alumina do gás limpo. O gás lavado é expelido pela chaminé e a alumina secundária é depositada no silo diário para retornar aos fornos de redução na forma de matéria-prima."

domingo, 20 de julho de 2014

Mais uma manhã na Vila Operária... só mais uma como as outras.

E é assim que começam os nossos dias na Vila Operária. Essa foto é do dia 18 de julho de 2014, por volta das 08 da manhã.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Produção de alumínio cai 16,1% até maio


07/07/2014

Os cortes de produção anunciados desde o início do ano passado no Brasil levaram o volume de alumínio primário produzido no país a uma queda de 16,1% neste ano até maio. Juntas, as cinco empresas que atuam no setor - Albras, Alumar, Votorantim Metais, Alcoa e Novelis - produziram 470,4 mil toneladas nos primeiros cinco meses deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 560,8 mil toneladas.

Apenas em maio, a queda foi de 26,4%, para 81,4 mil toneladas, ante 110,6 mil toneladas um ano antes. Se esse nível mensal permanecer até o fim do ano, a produção de 2014 somará 1,04 milhão de toneladas, 20% abaixo do volume de 1,30 milhão de toneladas no ano passado.

Depois de já ter reduzido a produção no ano passado, em março a Alcoa anunciou um corte de 147 mil toneladas de metal primário nas unidades de Poços de Caldas (MG) e na Alumar, onde atua em conjunto com a BHP Billiton, em São Luís (MA). A companhia tem capacidade de produção de cerca de 365 mil toneladas no país e, descontados os cortes, mantém em operação 85 mil toneladas, 23% do total.

O alto custo da energia para produção é uma das razões para os cortes no país. Tanto a Alcoa como a Votorantim Metais, que também reduziu a produção em Alumínio (SP), passaram a vender energia, aproveitando os preços mais altos do mercado. A Novelis também desativou parte de sua linha de Ouro Preto (MG) no ano passado e agora avalia se vai manter a operação.



Fonte: Valor Econômico (www.valoronline.com.br)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Operariozinho: "não polua o planeta!"

Uma fábrica, um carro e uma fogueira jogando fumaça no ar. O sol e as nuvens tossindo e uma mensagem: "não polua o planeta!" esse é o desenho que um pequeno Operário Verde de 7 anos fez espontaneamente. Um verdadeiro exemplo de educação pelo bom exemplo!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

ALMG aprovou requerimento do deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB) para realização de audiência pública sobre a Novelis em Ouro Preto

16/06/2014 17h49 
Disponível em:  http://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2014/06/16_comissao_trabalho.html
 

Ameaça de fechamento de metalúrgica preocupa deputados - crise industrial e queda de investimentos motivaram anúncio de fechamento da unidade da Novelis de Ouro Preto.


 Propor soluções para equacionar os problemas que motivaram as recentes ameaças de fechamento da unidade da metalúrgica da Novelis de Ouro Preto, na Região Central do Estado, assim como buscar um posicionamento da empresa para os trabalhadores. Com esses objetivos, a Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, na tarde desta segunda-feira (16/6/14), requerimento do deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB) para realização de audiência pública.

O autor do requerimento explica que empresas com alto consumo de eletricidade, como siderúrgicas, cimenteiras e papeleiras vêm alegando a necessidade de contornar os prejuízos causados pela redução da produção acentuada pelo agravamento da crise industrial e pela queda de investimentos. Nesse sentido, essas empresas estão vendendo o excedente de energia no mercado de curto prazo, comprometendo a produção industrial e os empregos de seus trabalhadores.

“As recorrentes demissões e ameaças de cortes na produção, como foi feito em março na unidade da metalúrgica Alcoa de Poços de Caldas (Sul), tem comprometido a arrecadação dos municípios mineiros e colocado milhares de trabalhadores e suas famílias em situação de risco. Agora essas ameaças chegam à Novelis de Ouro Preto”, explica.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Novelis vende ativos de energia e mineração



Seguindo a estratégia de se concentrar no seu principal negócio - laminação de alumínio e reciclagem do metal -, a Novelis iniciou no Brasil venda de ativos de geração de energia e alguns direitos minerários em Minas Gerais.

Por Ivo Ribeiro e Olivia Alonso | De São Paulo

Com a Companhia Energética Integrada (CEI), sediada em Belo Horizonte (MG), o negócio envolveu sete pequenas centrais Hidrelétricas (PCHs), um projeto de ampliação e construção de outros dois empreendimentos no segmento e a usina hidrelétrica UHE Brecha.

Segundo Tadeu Nardocci, presidente da empresa na América do Sul, a venda ainda passará pela avaliação da Aneel. A companhia também está negociando sua participação de 50% na hidrelétrica de Candonga (Risoleta Neves), que tem potência de 140 MW. A Vale, dona da outra metade, tem o direito de preferência. No todo, a Novelis contava com 117 MW de geração de energia.

Ao desativar a fundição de metal de Aratu e metade da linha de Ouro Preto, a geração de energia perdeu sentido para empresa. Hoje, na unidade de Minas, produz apenas tarugos de alumínio primário - 25 mil a 30 mil toneladas ao ano. Esse produto, que não serve como matéria-prima para a laminação de Pindamonhangaba, é vendido para a indústria de transformação.

Até o fim do ano, haverá suprimento de energia para operar a unidade. "Vamos avaliá-la mes a mês; depois vamos discutir o futuro dela", afirmou Nardocci.

Com a Vale, a Novelis negociou a venda de direitos minerários, em negócio firmado em 11 março. O contrato prevê a transferência de direito de explorar bauxita em áreas localizadas nos municípios de Mariana e Alvinópolis, ambos no Estado de Minas Gerais, com presença de pequenas reservas de minério de ferro, segundo o executivo. Para a Vale, conforme declarou no Cade, foi uma oportunidade de adquirir ativos localizados em áreas estratégicas.


Fonte: Valor Econômico, de 11/06/2014.
Disponível em: http://www.cliptvnews.com.br/mma/amplia.php?id_noticia=58895


sábado, 14 de junho de 2014

Alumina pelo ar: flagrante em 21 de maio de 2014



As imagens acima mostram como o pó de alumina é irresponsavelmente lançado pelo ar sobre a comunidade a Vila Operária, em Saramenha. Essas fotos foram tiradas em 21 de maio de 2014.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Brasil diminui exportação de alumínio

Matéria publicada em: http://brasileconomico.ig.com.br/negocios/2014-06-09/brasil-diminui-exportacao-de-aluminio.html

09/06/2014 | 08:28 - Atualizado em: 09/06/2014 | 08:28

Dono da terceira maior reserva de bauxita, matéria-prima do alumínio, país acumula queda no embarque do produto final 

Nicola Pamplona

Rio - Na semana passada, trabalhadores da unidade da Alcoa em Poços de Caldas, no sul de Minas, se reuniram para votar os termos do acordo que conclui um processo de demissão em massa da unidade de alumínio primário da empresa no município. O número exato de demitidos ainda não foi informado, mas o sindicato local estima entre 300 a 400 pessoas, um pouco menos de 10% do contingente de 5 mil trabalhadores do setor metalúrgico da cidade. “Agora, nossa bauxita vai sair daqui para gerar emprego em outro local”, lamenta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Poços de Caldas, Ademir Angelino.


Um dos principais produtores brasileiros de bauxita, Poços de Caldas é também a cidade mais prejudicada pelo novo movimento de retração da produção brasileira de alumínio primário, que, segundo os produtores, tem como justificativa as “condições desafiadoras do mercado global”. Nos últimos anos, praticamente todos os grandes produtores anunciaram redução – temporária ou definitiva - de capacidade no Brasil. Além de Poços de Caldas, foram fechadas unidades em Aratu (BA) e Ouro Preto (MG).


“Temos hoje uma capacidade ociosa de cerca de 500 mil toneladas de alumínio primário por ano”, calcula o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo. Nos tempos áureos, pouco antes da crise global de 2008, o Brasil chegou a produzir 1,6 milhões de toneladas por ano. Hoje, a capacidade em operação garante apenas 1,1 milhão de toneladas. E a tendência é que, mantidas as condições atuais, medidas drásticas continuem a ser tomadas.


O alumínio primário resultado do processo de redução da alumina (extraído da bauxita em refinarias específicas) com o uso de grandes cargas de eletricidade. O Brasil tem a terceira maior reserva mundial de bauxita e 10% da capacidade global de refino de alumina — incluindo a maior refinaria mundial, da Alunorte, no Pará – o suficiente para garantir uma produção de até 5 milhões de toneladas de alumínio primário por ano.


O setor, porém, parece seguir os passos da indústria siderúrgica, que hoje vem sofrendo ataques com a importação de aço semi acabado, embora esteja ao lado de algumas das maiores jazidas mundiais de minério de ferro. “O alumínio primário já foi um item importante das exportações brasileiras. Hoje, vendemos mais alumina”, diz Azevedo. A matéria-prima acaba sendo reduzida em outros países, que vendem o produto semiacabado a clientes brasileiros, como fabricantes de latas e cabos e indústria automobilística, entre outros.


Também como na indústria siderúrgica, as dificuldades do setor têm origem externa mas são agravadas por fatores internos. Após crise mundial, com a queda no consumo de países desenvolvidos, todo o investimento em ampliação da capacidade global se transformou em sobreoferta do produto —a capacidade ociosa beira as 5 milhões de toneladas. A cotação do lingote de alumínio despencou de um teto de US$ 3 mil, em 2008, para os atuais US$ 1,7 mil por tonelada.

“Em todo o mundo, estamos tomando medidas para reduzir a capacidade de produção dos smelters (fornos de redução) que não são competitivos e reposicionar nosso perfil de custos”, afirmou a Alcoa no comunicado em que anunciou a redução de capacidade no Brasil. Estão sendo fechadas três das quatro linhas de produção em Poços de Caldas – a primeira já havia sido descontinuada no ano passado – e uma linha em São Luis (MA). Incluindo as medidas tomadas no ano passado, a redução de capacidade da empresa no país chega a 270 mil toneladas por ano.


“Apesar do trabalho duro para tornar nossas operações mais competitivas, fomos forçados a tomar medidas difíceis em relação à nossa produção de metal primário no Brasil, em função das condições de mercado que enfrentamos”, continua, na nota, Bob Wilt, presidente da Divisão Global de Produtos Primários da Alcoa. O texto lamenta os impactos sobre a força de trabalho, mas diz que a medida é irreversível.


Azevedo, da Abal, diz que as condições do mercado externo são agravadas, no Brasil, pelo alto preço da energia. “Com demanda aquecida e altas cotações, era possível manter a produção mesmo sem competitividade. Mas a cotação US$ 1,7 mil por tonelada não é suficiente para pagar os custos”, argumenta. Segundo ele, a indústria brasileira de alumínio paga pela energia o equivalente a US$ 60 por megawatt-hora (MWh), o dobro da média mundial — excluindo a China. A energia representa 40% do custo de produção do alumínio primário.


A indústria levou o problema a Brasília e, no final do mês passado, foi tema de uma audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Ganhou o apoio do deputado paulista Arnaldo Jardim (PPS), que tem na área de energia um de seus focos de atuação parlamentar e aproveitou para criticar o alto custo da eletricidade no país. “A competitividade da indústria de base brasileira foi ferida de morte pelo próprio governo”, escreveu, logo depois do encontro. “Os preços do minério de do alumínio são ditados pelo mercado global, mas o preço da energia é determinado no mercado interno.”


O setor propõe redução de impostos sobre a eletricidade, menos restrições a produtores independentes de energia — que perderam peso no modelo atual de leilões — e, de imediato, tarifas sobre a importação de lingotes de alumínio. “Estimamos que o consumo nacional cresça 7% a 8% ao ano até 2025, quando estaríamos consumindo 3,2 milhões de toneladas por ano”, argumenta o presidente da Abal. “E esse crescimento terá que ser atendido com importações”, conclui. No ano passado, o superávit comercial na venda de alumínio e seus produtos foi de US$ 110 milhões, um terço do registrado no ano anterior.


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Poços de Caldas não compartilha com a visão. “As empresas têm participação em consórcios de hidrelétricas e acesso a energia mais barata, mas preferiram ganhar dinheiro vendendo a R$ 822 por MWh no mercado de curto prazo. Tiveram dinheiro do BNDES e do governo, mas não deram qualquer contrapartida em manutenção do emprego ”, acusa Angelino.


No final das contas, reconhece ele, em um mercado dominado por multinacionais, as decisões sobre onde produzir se baseiam exclusivamente no custo. “O que mais me deixa indignado é que essa mesma empresa permanece extraindo o minério para beneficiar em outro lugar”, lamenta.

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