"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Pepe Mujica e o seu discurso desassombrado na Assembleia Geral das Nações Unidas

Carta Maior, 27/09/2013.
Por: Vanessa Silva - Portal Vermelho

 
Mujica: "humanidade ocupou o templo com o deus mercado"

 

Destoando dos discursos feitos pelos seus pares durante a 68ª Assembleia Geral da ONU, o presidente uruguaio José Mujica criticou veementemente o consumismo e defendeu que “enquanto o homem recorrer à guerra quando fracassar a política, estaremos na pré-história. "É através da ciência e não dos bancos que o planeta deve ser governado. “Pensem que a vida humana é um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico é acima de todas as coisas, impulsionar e multiplicar a vida. Deveríamos ter um governo para a humanidade que supere o individualismo e crie cabeças políticas”.

Mujica defendeu a utilidade da produção de recursos no mundo: temos que “mobilizar as grandes economias não para produzir descartáveis com obsolescência programada, mas para criar coisas úteis para a população mundial. Muito melhor do que fazer guerras. Talvez nosso mundo necessite de menos organismos mundiais, destes que organizam fóruns e conferências. E que no melhor dos casos ninguém obedece”. “O que uns chamam de crise ecológica é consequência da ambição humana, este é nosso triunfo e nossa derrota”.

Veja mais clicando aqui: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22775

 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

E em caso de acidente ou pânico? o que fazer?

Caros leitores,

Em Curitiba/PR, um depósito da Eletrolux pegou fogo no dia 17/09/13 e a fumaça tóxica obrigou os moradores dos bairros vizinhos a sair de suas casas com urgência (veja a notícia clicando aqui). Logo depois, no dia 20/09/13, uma fábrica de artefatos plásticos ardeu em chamas em Contagem/MG deixando os vizinhos em pânico. Partes metálicas da fábrica foram arremessadas sobre as casas e uma tragédia por pouco não ocorreu (veja os vídeos aqui). Na sequência, no dia 24/09/13, a queima de material numa fábrica de fertilizantes em São Francisco do Sul/SC obrigou os moradores da cidade a fugir da fumaça tóxica que se espalhou pelo ar (veja clicando aqui).

Os episódios acima descritos nos fazem refletir sobre as consequência de um acidente na fábrica de alumínio de Saramenha. Caso ocorra, como a população vizinha deverá se comportar? dentro dos muros da fábrica há procedimentos técnicos de segurança e combate a incêndio e pânico estabelecidos. Por exemplo, o cloro utilizado no processo de fabricação da alumina é inodoro e há dentro da fábrica sistemas de monitoramento que avisam sobre eventuais vazamentos, obrigando assim os operários a utilizar máscaras estrategicamente posicionadas. Mas e do lado de fora? como deve se comportar uma professora da Escola Tomás Antônio Gonzaga que está a pouco mais de 50 metros da fábrica com uma sala lotada de crianças? como os moradores da Vila Operária podem identificar uma situação de emergência?

O fato é que não há e nunca houve qualquer orientação às professoras da escola ou à população da Vila Operária. A fábrica vem se mantendo distante da comunidade e evita sobremaneira qualquer contato que provoque questionamentos e revelações. No intuito de não causar temor, preferem manter as possíveis vítimas ignorantes do risco que correm.

Na "Tribuna Livre" da Câmara Municipal de Ouro Preto em 17/09/2013 fiz esse alerta de forma expressa. O poder público precisa intervir para que sejam adotados procedimentos de segurança em Saramenha.

Defesa Civil diz que fumaça pode causar irritação na garganta, náusea e insuficiência respiratória - Salmo Duarte/Agência RBS/Estadão Conteúdo
















foto: Salmo Duarte/Agência RBS/Estadão Conteúdo
                 de São Francisco do Sul/SC

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma andorinha só não faz o verão...

Diz o ditado que uma andorinha só não faz o verão. Talvez seja verdade.

Pode não ser impossível, mas certamente é muito difícil para um único passarinho afastar sozinho a tenebrosidade do inverno.Todas as dificuldades aparecem, desde as intempéries do próprio inverno, até o descuido daqueles que deviam ajudar o pobre pássaro a se manter quentinho.

Querem saber, isso cansa. Eu cansei. Chega de tentar voar, vou voltar a ciscar.





















ATUALIZAÇÃO EM 28/09/13: pensei em apagar essa postagem, pois a minha motivação encontra-se renovada! Mas não posso deixar de lado o registro de que a discussão a que se propõe o blog é difícil e por vezes incompreendida. Com altos e baixos, vivo a cada dia conquistando novos apoiadores e causando reflexões em mais e mais pessoas. Vivo também sofrendo ataques e ameaças que me colocam em dúvida sobre a importância e, sobretudo, o reconhecimento do meu trabalho. Não quero o mal de ninguém, muito menos das empresas que são responsáveis pela degradação de Saramenha, pelo contrário, quero o bem da comunidade, dos operários e do meio ambiente. Por isso durmo tranquilo e tenho a certeza de que estou dando um bom exemplo para os meus filhos, meus maiores tesouros. Por isso também não posso desistir dessa luta. Posso não conseguir mudar o mundo, mas tentarei sempre! Para a felicidade de Leonardo Boff, vou me reencontrar como águia!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De olho no mercado de alumínio para entender o que aconterecerá aqui

Por Olívia Alonso | Valor Econômico

A produção de alumínio primário no Brasil somou 110,8 mil toneladas em julho deste ano, 8% abaixo do volume de 120,4 mil toneladas no mesmo mês de 2012, segundo informações da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

Na comparação com junho, houve um aumento de 5,3% em julho, já que no mês anterior foram produzidas 105,2 mil toneladas.

No acumulado de janeiro a julho, as empresas localizadas no país produziram 776,8 mil toneladas do metal, 8,4% abaixo das 847,7 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

O volume produzido no Brasil foi menor em todos os meses deste ano, na comparação com os mesmos meses de 2012. Em todo o ano de 2012, a produção foi de 1,44 milhão de toneladas no país.

No mês passado, a Alcoa anunciou um corte de 124 mil toneladas em sua produção nas unidades de São Luís (MA) e Poços de Caldas (MG).

Três meses antes, a Novelis encerrou a produção de 20 mil toneladas em uma de suas linhas em Ouro Preto (MG), onde produzia 50 mil toneladas ao ano.

Em 2010, a Novelis já havia encerrado a unidade de Aratu, na Bahia, onde fazia 60 mil toneladas. Um ano antes, a Valesul fechou as portas da fábrica de Santa Cruz (RJ), que tinha capacidade para 95 mil toneladas.

A Votorantim Metais, por meio da CBA, tem capacidade para produzir 475 mil toneladas na cidade de Alumínio (SP), enquanto a Albras, controlada pela Norsk Hydro, tem capacidade para 460 mil toneladas em Barcarena (PA).

Em São Luís, onde a Alcoa opera em parceria com a BHP Billiton, por meio do consórcio Alumar, a capacidade total é de 450 mil toneladas. Já em Poços de Caldas, a Alcoa poderia produzir 97 mil toneladas

Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/3259004/producao-brasileira-de-aluminio-sobe-53-em-julho-ante-junho#ixzz2ecEpm4jO

sábado, 24 de agosto de 2013

Quer denunciar? saiba como

Para aqueles que querem denunciar algum abuso ou irregularidade ambiental, fica a dica:

Orientações disponíveis em: http://www.semad.mg.gov.br/denuncia

Você pode fazer sua denúncia por meio do:

» Site: preenchendo as informações solicitadas;

» Telefone: ligando no 155 - LigMinas – Segunda a sexta, das 7h às 19h;

» Telefone para deficiêntes auditivos: 08000 200 155

» e-mail: denuncia@meioambiente.mg.gov.br, preenchendo e enviando o Formulário para denúncia;

» Correio ou presencialmente: preenchendo o Formulário para denúncia e encaminhando-o para Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais - Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n. Prédio Minas, 1º andar. Bairro Serra Verde - Belo Horizonte, Minas Gerais, CEP 31630-900 (no envelope, escrever Diretoria de Atendimento às Denúncias do Cidadão e de Órgãos de Controle – DADOC).

Em todos os meios, se preferir, poderá manter o anonimato.

 http://www.semad.mg.gov.br/templates/modelo/img/topo.jpg

Notícias informais sobre a reativação da alumina

O Operário Verde recebeu, por e-mail, a seguinte mensagem de um dos seus colaboradores:

"Nos bastidores as conversas dizem que a alumina vai reabrir sem grandes investimentos, então prepare-se, o medo já toma conta de moradores da Vila Operária. Vai dar empregos, sim, mas vai tornar a vida na vila um inferno. prepare-se para o pior a poeira de hoje vai ser fichinha perto do que vem por aí. Contaminação da água do rio funil com soda, muito pó de alumina, vapor de soda (cáustico). Como vai ser alumina especial vai ser usado muito cloro, que se vazar e dependendo das condições do vento, pode chegar na vila e provocar mortes.Os equipamentos são todos obsoletos e até explosão de alguns pressurizados, como caldeiras, podem ocorrer e varrer saramenha do mapa. Peço atenção máxima, com a desculpa de gerar empregos vão tornar a vida em saramenha um caos. Espera pra ver. [...] Fique de olho, o inimaginável está por vir".

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Participação popular: uma necessidade urgente.

Tenho mantido conversas com alguns servidores do Prefeitura e com alguns pesquisadores da região, que estão afirmando que já há arranjos jurídicos para a instalação da tal indústria química do grupo Hindalco em Saramenha, bem como para instalação de áreas residenciais na área entre a Av. Renê Gianeti, bairro Maria Soares e Vila dos Engenheiros. Falam, inclusive, em deferimentos de licenciamentos ambientais. A pergunta que faço é onde estão os Relatórios de Estudo de Impacto de Vizinhança e de Impacto Ambiental? com quem estão sendo discutidos tais assuntos? apenas com o Prefeito? Ora, a comunidade de Saramenha precisa ser envolvida no processo de decisão desses novos empreendimentos na região. O Operário Verde defende a participação popular e lutará para que ela ocorra, pois os moradores que suportarão os efeitos devem ser considerados.

Nossos questionamentos certamente serão levados à Prefeitura e aos devidos órgãos ambientais.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mudanças na direção da fábrica de Saramenha

Me disseram hoje que haverá mudança na direção da fábrica de Saramenha. Esperamos que o novo diretor, por ser morador da cidade e conhecedor de leis, tenha para com a comunidade local mais atenção e consideração. Faço votos de sucesso!

sábado, 17 de agosto de 2013

PAÍS PASSA A IMPORTADOR DE ALUMÍNIO

Texto publicado em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/8/15/pais-passa-a-importador-de-aluminio
Autor(es): Por Olivia Alonso e Ivo Ribeiro | De São Paulo
Origem: Valor Econômico - 15/08/2013
 
Valor Econômico.

Após seguidos cortes de produção de alumínio primário no Brasil, o país acaba se de tornar importador líquido do metal, segundo apurou o Valor. A americana Alcoa anunciou ontem a redução temporária de 124 mil toneladas na produção local, com o fechamento de linhas em Poços de Caldas (MG) e São Luis (MA). Outras empresas que encolheram no Brasil foram Novelis e Valesul. As principais razões das companhias para reduzir a produção são o custo alto da energia e o preço baixo do alumínio. Neste ano, a cotação já caiu 13% na bolsa de Londres. Desde o pico de preços em 2008, a queda é de quase 40%.


Após seguidos fechamentos de produção de alumínio primário no Brasil, agravados com o anúncio da Alcoa ontem, o país se torna importador líquido do metal, segundo fontes ouvidas pelo Valor, o que não acontecia desde meados dos anos 1980. A companhia americana anunciou ontem encerrando temporário de 124 mil toneladas de produção no Brasil, sem data certa para retomada, com o encerramento de uma linha em Poços de Caldas (MG) e outra em São Luis (MA), que será concluídas ao longo das próximas semanas.

O movimento da Alcoa ocorre três meses após a Novelis ter cortado em 20 mil toneladas sua capacidade em Ouro Preto (MG), onde produzia 50 mil toneladas ao ano. Em 2010, a empresa já havia encerrado a unidade de Aratu, na Bahia, onde fazia 60 mil toneladas. Um ano antes, a Valesul fechou as portas da fábrica de Santa Cruz (RJ), que produzia 95 mil toneladas.

Na raiz desses cortes, além dos preços deprimidos do metal no mercado internacional, estão os elevados custos da tarifa de energia no Brasil, bem acima da média global de US$ 40 o MWhora, considerado um teto de competitividade das fabricantes. As duas empresas passam a operar basicamente com energia de geração em hidrelétricas próprias.

Recentemente, o presidente da Novelis, Tadeu Nardocci, disse ao Valor que a intenção da empresa é manter a unidade de Ouro Preto em funcionamento, ainda que ele tenha manifestado preocupação com o preço do metal. Os cortes das duas empresas neste ano representam redução de 10% no total da produção brasileira de alumínio primário, para 1,29 milhão de toneladas anuais, ante 1,44 milhão de toneladas em 2012.

Já o consumo brasileiro do metal somou 1,43 milhão de toneladas no ano passado e as estimativas da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) são de crescimento de 3% neste ano, para 1,48 milhão de toneladas. Considerando também os suprimento de sucata de alumínio e de importações - e excluindo o volume de exportações -, o Brasil passa a uma situação de importador líquido, de acordo com as fontes.

Nos dois últimos anos, o suprimento de sucata vêm se mantendo em torno de 510 mil toneladas ao ano. No ano passado, as importações somaram 287 mil toneladas e as exportações, 646 mil toneladas.

Nos dois últimos anos, o suprimento de sucata vêm se mantendo em torno de 510 mil toneladas ao ano. No ano passado, as importações somaram 287 mil toneladas e as exportações, 646 mil toneladas.

Segundo a Abal, a produção brasileira de alumínio primário já caiu 8,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2012, refletindo as reduções graduais das companhias, para 666 mil toneladas. Antes dos anúncios de Alcoa e Novelis, estimava-se que o país poderia se tornar importador do metal por volta de 2015, conforme a demanda do país.

Além do custos da energia, a principal razão apontada pelas companhias é o preço do alumínio. Apenas neste ano, o metal caiu 13% na bolsa de Londres (LME), de US$ 2.098 a tonelada na média de dezembro do ano passado para US$ 1.831 a tonelada, na média, este mês. Desde o pico de US$ 3.122 por tonelada em julho de 2008, a queda alcança quase 40%.

Ao mesmo tempo, o custo de energia no Brasil continua alto, acima de US$ 60 por MWh, apesar do anúncio do governo de corte do preço para a indústria. Nas contas das empresas de alumínio, a Medida Provisória (MP) 579, que previa redução de 28%, na verdade resultou no máximo 12% para o setor.

A Alcoa já tinha autossuficiência de energia de cerca de 70%. Agora, reduziu sua produção em aproximadamente 35%. Em Poços de Caldas, a empresa produziu no ano passado 85,9 mil toneladas. Já em São Luis (MA), onde opera em consórcio com a BHP Billiton, por meio da Alumar, sua produção correspondeu a 271,7 mil toneladas. No total, a companhia fabricou 328 mil toneladas de alumínio primário em 2012.

O anúncio de ontem, que faz parte do plano de revisão de produção da companhia, também incluiu o encerramento permanente de 40 mil toneladas na unidade de Massena, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Em maio, a Alcoa anunciou que faria uma análise de sua capacidade global e poderia cortar até 460 mil toneladas em 15 meses. A empresa já havia anunciado o fechamento de 105 mil toneladas de capacidade no Canadá e de 44 mil toneladas na Itália.