"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Necessária medida de mitigação: lavar as ruas!!!

No dia 15/04/2021 o caminhão pipa da Hindalco passou pela Vila Operária lavando as ruas, carros estacionados e áreas comuns dos moradores. Fruto do diálogo entre moradores e a fábrica, é uma medida que parece simples, mas que causa grande conforto. Que continue!

 





quinta-feira, 1 de abril de 2021

Secretário de Meio Ambiente de Ouro Preto manifesta preocupação com a poluição da Hindalco

O Secretário de Meio Ambiente de Ouro Preto, Chiquinho de Assis, foi às redes sociais nesta quinta-feira santa, dia 1º de abril de 2021, para manifestar sua preocupação com a poluição da Hindalco do Brasil, que já extrapolou os limites de Saramenha e agora chega à outros bairros de Ouro Preto. 


"Em tempos de Semana Santa a cidade está a respirar um ar insuportável nas noites. Já notificamos a empresa Hindalco através da secretária de Meio Ambiente. Fica a imagem e a reflexão ambiental. Acredito no diálogo e no emprego de técnicas para amenizar essa situação. A Hindalco está disposta a minimizar os impactos. Vamos acreditar e cobrar. O diálogo e a construção é fundamental na gestão. Precisamos da manutenção dos postos de trabalho e de uma gestão do empreendimento ambientalmente correta. Desenvolvimento sustentável é a saída", Chiquinho de Assis (1º/04/2021).

sexta-feira, 19 de março de 2021

MORADORES DA VILA OPERÁRIA SE REÚNEM COM A HINDALCO PARA DISCUTIR IMPLANTAÇÃO DE TANQUES DE GÁS

Reportagem do jornal "O Liberal" 19 de março de 2021

Repórter: Thiago Gomes

Nesta quinta-feira (18) os moradores da Vila Operária, em Ouro Preto, se reuniram com a Hindalco para discutir a relação entre a comunidade, o poder público e a fábrica da empresa na região e também o novo sistema de abastecimento de gás da Hindalco que será instalado na Av. Américo Renê Gianetti. A reunião foi convocada pelo presidente interino da Associação Comunitária da Vila Operária, Luiz Carlos Teixeira, também representando a Força Associativa dos Moradores de Ouro Preto

O novo empreendimento consiste em dois tanques de armazenamento de gás GLP, com cerca de 4 mil quilos de gás, conforme apresentado em relatório técnico da Secretaria de Meio Ambiente. Os tanques serão instalados no local onde ficava a antiga fábrica de pastas da Alcan. A engenheira de meio ambiente da Hindalco, Kézia Nascimento, explicou que a empresa formalizou em dezembro de 2020 uma solicitação de declaração de conformidade para a implantação de sistema de abastecimento de gás das empilhadeiras da empresa.

De acordo com a engenheira: "Durante a reunião do Codema [Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental] foi feita uma solicitação que antes de passar por essa aprovação ou receber essa declaração de conformidade que esse projeto fosse apresentado à comunidade, considerando que durante a apresentação ficou em dúvida a questão do distanciamento e de segurança sobre o empreendimento".

O gás GLP, mais conhecido como PIT-STOP, é utilizado para o içamento e manuseio de "bags" com produtos e para transporte de peças. Esse manuseio seria realizado apenas nos limites internos da empresa, sem oferecer perigo para os transeuntes na região. A engenheira lembra que as empilhadeiras já estão em operação na empresa e que a implantação do gás GLP só melhoraria as medidas de segurança. As empilhadeiras são utilizadas para elevação de cargas com mais de uma tonelada e, ainda de acordo com Kézia, a forma mais segura de realizar a operação é com o gás.

A supervisora da área da segurança, Alessandra, ressaltou que todas as decisões são mediante testes: "A gente optou por essa empilhadeira por questões de segurança, tudo em quesito de segurança a gente testa, então a gente fez com a diesel, o último que a gente fez foi com a elétrica, no entanto não obtivemos sucesso e a gente viu um risco de tombamento do equipamento muito grande, então para segurança dos nossos colaboradores a gente utiliza desse modelo de combustível para empilhadeira".

Washington Leite, representante de negócios da Nacional Gás, empresa referência nesse tipo de operação, explicou que o GLP é o mais indicado para as empilhadeiras, não apenas pela eficiência mas também porque a queima do gás é completa, resultando em menos poluição que as outras opções, como o diesel. Considerando o perigo de manuseio do equipamento, a Nacional Gás realizará um treinamento com todos os profissionais ligados ao funcionamento do sistema.

Os dois maiores riscos são o de incêndio e de explosão, as medidas preventivas incluem a proibição de atividades que geram faíscas na área do equipamento, a disposição de extintores de incêndio, a ventilação do local do equipamento, processos que impedem o vazamento do gás, a capacitação dos profissionais de abastecimento do gás e o ligamento e desligamento dos equipamentos. Além disso, todos os equipamentos serão anti-centelhas.

De acordo com o parecer técnico da Secretaria de Meio Ambiente, o projeto está em conformidade com as leis de uso e ocupação do solo, afirma o documento: "Em análise da documentação apresentada pelo empreendedor, não foram observados impedimentos para emissão de certidão solicitada, considerando o zoneamento descrito pela lei complementar municipal".

Flávio Andrade, representante da FAMOP no Codema, afirmou que o relatório foi feito pelo técnico da prefeitura e que a Codema não aprovou. Ele explica que o Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental é um grupo de pessoas que acompanha as questões ambientais. Por fim ele explicou: "Esse documento que foi elaborado pelo técnico, eu entendo que ele é falho, porque ele só fala o seguinte: não foram observados impedimentos para emissão da certidão. Isso pra mim é um linguajar técnico que é meio sabonete, com todo respeito aos técnicos. O técnico tem o poder de falar sim ou não e aqui não falou”.  

Para Flávio, o documento não especifica diversas questões de segurança, como o que aconteceria com a população local caso houvesse um incêndio na fábrica. Ele destacou a existência da Escola Municipal Tomás Antônio Gonzaga nas proximidades, o que potencialmente colocaria mais de 500 alunos em situação de risco. Portanto, pede que o parecer da prefeitura seja mais cuidadoso. Em resposta, a comissão técnica da Hindalco afirmou que o local está numa distância segura e que eles prezam pela segurança dos funcionários e da população.

Expressando a preocupação dos moradores, André Lana disse que não é suficiente só as medidas de segurança e que: “A empresa precisa ter um tratamento diferenciado com a comunidade, porque nós estamos praticamente dentro da fábrica, a relação é muito próxima. Nós estamos expostos a riscos, os mesmos que os funcionários da fábricas estão expostos. Então não basta só seguir os indicadores legais, a gente quer mais do que isso, a gente quer um tratamento diferenciado em relação a nossa proximidade”.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Mobilidade Urbana: planos e desafios

Um tema que afeta toda a cidade é a mobilidade urbana! é onde se discute a organização do trânsito, dos estacionamentos, dos quebra-molas, das mãos de direção, do transporte público (coletivo e individual), dos carros de aplicativos, do desenvolvimento urbano, enfim, é um tema ambiental que interfere diretamente na qualidade de vida dos munícipes. 

Você sabia que recentemente o Município de Ouro Preto elaborou e aprovou um Plano de Mobilidade Urbana? Se ainda não viu clique e veja: https://drive.google.com/drive/folders/1npenxhOiaMH1CwZbNkT4BBoieBNq7Qxk?usp=sharing 

Mais recentemente ainda, no dia 15/01/2021, o atual Prefeito anunciou que vai "revisar e revitalizar" o Plano já aprovado (veja aqui a notícia). O que você acha disso? já tem opinião?

O nosso desafio no momento é discutir, entender e participar ativa e serenamente do processo de revisão proposto. A solução dos problemas de mobilidade só serão possíveis com o entendimento de todos. 

Imagem extraída do Relatório Final do Plano vigente


sábado, 27 de fevereiro de 2021

No caso dos tanques de gás, todo cuidado é pouco, pois o risco é alto!

Durante a reunião do CODEMA de ontem, dia 26/02/2021, foi dito que a proposta de Hindalco, de instalar tanques de gás na antiga fábrica de pastas, não é algo tão complexo ou grave, até porque existem inúmeros tanques de gás semelhantes instalados em hotéis e comércios de Ouro Preto, inclusive no Centro Histórico. 

Certamente o uso de tanques de gás é comum em muitos empreendimentos, mas isso não significa que é a melhor opção para aquele local em Saramenha, como também não deve ser, na minha opinião, para o perímetro tombado da cidade. 

Apesar da tecnologia empregada e dos inúmeros dispositivos de segurança, o tanque de gás continua sendo um equipamento de alto risco. O mínimo que se espera é que sua utilização seja precedida de estudos muitíssimos bem feitos, que seja instalado com o devido licenciamento e, em especial, que todos ao seu redor tenham ciência quanto à sua existência e sobre procedimentos de autossalvamento em caso de acidentes. Isso vale para o caso da Hindalco, bem como para todos os outros!

É importante lembrar que o episódio do vazamento de alumina em 2015 nos ensinou que, por alguma razão natural, os ventos levam diretamente para a Vila Operária tudo que a fábrica deixa escapar para o ar, levando-nos a crer que poderá fazer o mesmo com eventual vazamento de gás. O fogo gerado na fábrica não precisa atingir a Vila, basta que o vento carregue para lá o gás e a tragédia acontecerá. Pensem: se ocorrer um vazamento na fábrica e cerca de 2.000 Kg de gás forem lançados sobre a Vila, uma simples fagulha numa casa detonará uma explosão gravíssima entre todas as moradias!

Para se ter uma ideia do potencial de dano, a título de exemplo, trago abaixo o caso ocorrido em Manaus no ano de 2016, quando um tanque de 1.000 Kg explodiu (lembrando que a Hindalco quer instalar dois tanques com 2.000 Kg cada um). Vejam:

Matéria da Band em: https://www.youtube.com/watch?v=luIQMe0C1nU 

Matéria Globo em: http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2016/05/morre-crianca-vitima-de-explosao-de-cilindro-na-zona-leste-de-manaus.html

Nota da empresa responsável por aquele tanque: https://amazonasatual.com.br/em-nota-amazongas-lamenta-acidente-com-caminhao/ 

Portanto, não é simples e corriqueiro o pedido da empresa! é algo que precisa ser debatido e cuidadosamente decidido. 

O que a Hindalco quer instalar na antiga fábrica de pasta?

Depois da reunião do CODEMA de ontem, dia 26/02/2021, consegui entender melhor o que a Hindalco do Brasil quer instalar na antiga fábrica de pasta.

Trata-se de uma estação de gás para o reabastecimento de empilhadeiras, contendo dois tanques de GLP (gás de cozinha) com 2.000 Kg cada um, totalizando, portanto, 4.000 Kg de estoque. A foto abaixo, extraída da internet, ilustra o modelo:


O local escolhido pela direção da fábrica para a instalação do equipamento é na antiga fábrica de pastas, coladinho com o muro que faz frente para a Escola Tomás Antônio Gonzaga. Veja foto apresentada no Relatório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente:


No topo da foto, destacado por mim, é possível ver o muro existente na divisa da fábrica com a rua, ao lado do portão da antiga fábrica de pasta. Nesse local, salvo engano, ficavam os equipamentos que antigamente recebiam a descarga do piche trazido pelos caminhões. 

O equipamento ora proposto pela Hindalco é chamado de "pit stop" e consiste em um sistema de compressão (incluindo compressor, estocagem e abastecedor) a ser instalado em indústrias, preponderantemente voltado para empilhadeiras, que são convertidas de seu combustível tradicional (GLP) para Gás Natural (GNV). Estes "pit stop" de gás podem também abastecer veículos comuns com GNV. (fonte: https://www.multiflow.com.br/pit-stop-gas)