"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fechamento da fábrica de alumínio: uma notícia até então negada, mas já esperada

A notícia de que a Novelis do Brasil Ltda. vai encerrar a produção de alumínio primário na sua unidade de Ouro Preto causou comoção na cidade durante o dia de hoje.

Lamento profundamente pelo desemprego que será gerado. Lamento mais ainda pelo futuro incerto do passivo ambiental, como o Marzagão, o Lago do Azedo, a Panificadora e a própria área onde está a fábrica. Lamento também pelas inúmeras pessoas que continuarão com os problemas de saúde em razão da poluição a que foram expostas.

Me causa estranheza, porém, o espanto de alguns. Ora, os problemas de desatualização tecnológica, energia e falta de competitividade eram notórios. Uma crise mundial rondando as fábricas de alumínio e a velha e ultrapassada fábrica de Saramenha produzindo como se nada ocorresse? Não havia outro caminho, senão o fechamento.

O nosso blog vem denunciando isso há 3 anos e cobrando das autoridades uma ação mais eficaz para a proteção dos trabalhadores, das comunidades e do meio ambiente.  Mas infelizmente o que vimos foi a covardia daqueles que deveriam nos defender. Mesmo diante de tantas provas, os nossos órgãos de gestão e de representação preferiram o silêncio e as alianças com os empresários.

Aliás, lendo agora as postagens que aqui foram feitas nos últimos 3 anos, algumas até parecem previsões futurológicas. O que antes era apontado pela empresa como mentira ou ignorância, agora é a mais pura realidade.

A cidade deve agora discutir de forma séria e profunda o que será de Saramenha. Não podemos deixar que o abandono continue sendo a única marca para aquela região. Não podemos deixar que a especulação imobiliária tome conta daquilo que pode ser terreno fértil para outras atividades econômicas. Não podemos deixar que o passivo ambiental seja abandonado ou transferido ao poder público.

Mais ainda, precisamos acompanhar de perto como será a atuação da Hindalco do Brasil Ltda, empresa do mesmo grupo empresarial que assume agora o protagonismo na região.

Uma coisa é certa: Operário Verde continuará na luta por melhores condições socioambientais em Saramenha!!!

(atualização em 17/10/2014): e para aqueles que acham que "ganhei" algo com o fechamento da Novelis em Ouro Preto, peço-lhes que leiam a seguinte postagem que fiz em 27/08/2012: http://operarioverde.blogspot.com.br/2012/08/o-que-quer-o-operario-verde.html



Noticiário sobre a Novelis encerrar a fábrica de Ouro Preto

(Atualizado em 17/10/2014) Notícias sobre o encerramento da produção de alumínio primário em Ouro Preto em:

Extra: http://extra.globo.com/noticias/economia/novelis-fecha-fabrica-de-aluminio-primario-em-ouro-preto-mg-ate-fim-do-ano-14263758.html

UOL: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2014/10/16/novelis-fecha-fabrica-de-aluminio-primario-em-ouro-preto-mg-ate-fim-do-ano.htm

CNBC: http://www.cnbc.com/id/102094137#.

Isto é: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20141016/novelis-vai-encerrar-producao-aluminio-primario/199855.shtml

Reuters: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKCN0I522C20141016

Estado de Minas: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/10/17/internas_economia,580561/multinacional-fabricante-de-aluminio-fechara-fabrica-em-ouro-preto-e-350-serao-demitidos.shtml

Novelis encerrará sua produção de alumínio primário em Ouro Preto

ATLANTA E SÃO PAULO, outubro de 2014 – Consistente com sua estratégia global, a Novelis, líder mundial em laminados e reciclagem de alumínio, anuncia que concentrará sua operação brasileira em chapas, folhas e reciclagem de alumínio. Como resultado, encerrará sua operação de alumínio primário em Ouro Preto (MG) no final de 2014.

“A decisão de encerrar as atividades da fábrica de Ouro Preto é coerente com nossa estratégia global”, diz Tadeu Nardocci, vice-presidente sênior e presidente da Novelis América do Sul. “Adicionalmente, essa decisão foi tomada em função de questões estruturais que afetam toda a indústria de alumínio primário no Brasil, impactando o custo da operação e sua competitividade”, acrescenta Nardocci.


A fábrica de Ouro Preto foi inaugurada em 1934 e adquirida pela companhia em 1950. A unidade emprega cerca de 350 profissionais e produz 18 mil toneladas ano de tarugos.


“Nossa prioridade nos próximos meses é continuar a prover um ambiente de trabalho seguro, valor prioritário para a Novelis, e garantir uma transição tranquila para profissionais, clientes e comunidade”, conclui Nardocci. 

fonte: http://www.ouropreto.com.br/noticia/584/a-companhia-encerrara-sua-producao-de-aluminio-primario-em-ouro-preto-mg

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Serra do Gandarela é transformada em parque nacional

Fonte: Portal UAI/Estado de Minas, em 14/10/2014

Área situada no território de oito municípios das regiões metropolitana e Central de Minas Gerais será administrada pelo instituto Chico Mendes

Cristiane Silva
Publicação: 14/10/2014 13:55 Atualização: 14/10/2014 14:30

Foi publicado nesta terça-feira [14/10/2014] no Diário Oficial da União (DOU), o decreto que cria o Parque Nacional da Serra do Gandarela. A área compreende os municípios de Nova Lima, Raposos, Caeté, Santa Bárbara, Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima, e é considerada a última cadeia de montanhas intocada pela mineração no quadrilátero ferrífero, integrando o conjunto da Reserva da Biosfera do Espinhaço.

A criação do parque era reivindicada por moradores dos municípios e diversas entidades em prol do meio ambiente há pelo menos cinco anos. A área também abriga vestígios de animais pré-históricos.

A criação do parque visa garantir a preservação das amostras de patrimônio biológico, geológico, cavernas e cursos d'água no local. O parque também abriga campos rupestres. O decreto, assinado pelo governo federal, define a área de proteção e estabelece que ficam excluídas da área do parque os trechos necessários a operação e manutenção das linhas de distribuição de energia elétrica existentes (Taquaril - Mariana 1, Subestação Santa Bárbara 1, Santa Bárbara 1 - Mineração Serra Geral, Ouro Preto 2 -Mariana 1 seus acessos).

O Parque Nacional da Serra do Gandarela será administrado pelo Instituto Chico Mendes, que será responsável por adotar as medidas de controle, proteção e implementação da reserva.  

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Preço do alumínio impulsionou resultados, diz Alcoa

Fonte: Estadão Conteúdo, em 09/10/2014, disponível AQUI.


A Alcoa afirmou que seus resultados no terceiro trimestre deste ano foram impulsionados principalmente pelo segmento de metais, em consequência do aumento dos preços do alumínio. Também foram fatores positivos os menores custos dos materiais e a melhora na produtividade. As ações da empresa subiam 1,56% no after hours.

O presidente e executivo-chefe da Alcoa, Klaus Kleinfeld, comentou que os negócios de metais primários da empresa, que produz alumínio bruto, tiveram um desempenho não visto desde antes da crise global de 2008. Essa divisão teve lucro operacional de US$ 245 milhões no terceiro trimestre, muito acima dos US$ 8 milhões obtidos no mesmo trimestre do ano passado. Os preços do alumínio subiram 16% nesse período.

Os resultados da Alcoa são bastante observados porque estão entre os primeiros a serem divulgados a cada trimestre e porque a empresa vende produtos para uma variedade de indústrias.

A Alcoa teve lucro líquido de US$ 149 milhões no terceiro trimestre, bem acima de US$ 24 milhões um ano antes, enquanto a receita cresceu 8,2%, para US$ 6,24 bilhões. Excluindo itens não recorrentes, o lucro subiu para US$ 0,31 por ação, de US$ 0,11 por ação. Analistas ouvidos pela Thomson Reuters previam lucro de US$ 0,23 por ação e receita de US$ 5,85 bilhões. Fonte: Dow Jones Newswires.

sábado, 27 de setembro de 2014

Novelis e World Wildlife Fund Celebram Parceria para Reduzir a Emissão de Gases do Efeito Estufa

Notícia disponível em: http://www.segs.com.br/demais/10069-novelis-e-world-wildlife-fund-celebram-parceria-para-reduzir-a-emissao-de-gases-do-efeito-estufa.html. Fonte/Autoria.: Juliana Sampaio, em 22/09/2014.

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"A Novelis, líder mundial em laminação e em reciclagem de alumínio, foi aceita no programa Defensores do Clima, da World Wildlife Fund (WWF Climate Savers Program). A iniciativa encoraja as empresas a reduzir sua pegada de carbono e agir como agentes de mudança dentro de suas esferas de influência. Como única companhia de metais a ser aceita no programa, a Novelis reiterou junto à WWF seu compromisso de continuar a perseguir suas agressivas metas de sustentabilidade, concebidas para reduzir o impacto da Novelis no clima e assegurar a continuidade do negócio de acordo com esses objetivos.

“O futuro da nossa economia está nas baixas emissões de carbono, o que é também uma peça-chave da visão da nossa empresa,” afirma Phil Martens, presidente e CEO da Novelis. “Acreditamos que a redução das emissões dos gases do efeito estufa (GEE), o aumento de material reciclado que utilizamos, a redução no uso de água e energia em nossa operação e a redução de sucatas em aterros não são apenas componentes importantes de um esforço de sustentabilidade – são parte integrante da nossa ambiciosa estratégia de negócios. Com esta parceria com a WWF, uma respeitada e reconhecida liderança em sustentabilidade, a Novelis não somente demonstra seu compromisso com o tema, como passa a liderar o futuro de todo um setor.”

Como parte de sua participação no programa, a Novelis estabeleceu com o Defensores do Clima compromissos alinhados com a agenda de sustentabilidade já definida pela empresa. Até 2020, a Novelis:

·         Reduzirá as emissões de carbono de suas operações em 10%

·         Reduzirá as emissões totais de carbono em 50%

·         Aumentará o conteúdo reciclado de seus produtos para 80%

Desde que anunciou suas metas de sustentabilidade em 2011, a Novelis tem feito progressos significativos, inclusive aumentando o conteúdo reciclado em seus produtos de 33% para 46%. Ano passado, a empresa se tornou a maior recicladora mundial de alumínio e continua a expandir sua capacidade de reciclagem. No mês que vem, inaugurará o maior centro de reciclagem de alumínio do mundo, localizado em Nachterstedt, na Alemanha. A companhia reduziu em 14% suas emissões de gases do efeito estufa, o que representa um progresso significativo em direção ao seu objetivo de cortar suas emissões totais de GEEs pela metade até 2020.

Como parte do seu compromisso de diminuir sua pegada de carbono e a de seus clientes, a Novelis recentemente apresentou a evercan™, primeira chapa de alumínio de alto teor de material reciclado com certificação independente para fabricação de latas para bebidas.

"Para enfrentar os desafios da escassez de recursos e riscos para o planeta no século 21, precisamos de uma liderança corajosa em todos os setores", diz Carter Roberts, presidente e CEO da WWF. "A Novelis entende isso e está assumindo compromissos ambiciosos que podem não só mudar a empresa, mas transformar toda uma indústria.”

Membros do Defensores do Clima melhoram sua eficiência em relação ao carbono enquanto cortam custos com energia e frequentemente ficam motivados a desenvolver novos produtos e serviços inovadores. Isso também coloca as companhias participantes numa posição favorável para evitar riscos relacionados ao carbono, enquanto identificam oportunidades em estratégias de negócios de longo prazo. Para serem aceitas no programa Defensores do Clima da WWF, as empresas precisam definir objetivos claros com relação à redução das emissões de GEEs e quanto a sua influência no mercado ou no desenvolvimento de políticas, promovendo sua visão, soluções e conquistas. A parceria prevê que Novelis relate seu progresso nesses objetivos à WWF.

Para mais detalhes sobre o compromisso da empresa com a sustentabilidade, consulte a versão online do Relatório Novelis de Sustentabilidade 2013".

terça-feira, 23 de setembro de 2014

SUPRAM responde sobre irregularidades expostas aqui no blog

A Superintendência Regional de Regularização Ambiental - Central Metropolitana (SUPRAM-CM), órgão estadual responsável pelos licenciamentos ambientais em Minas Gerais, manifestou-se quanto às seguintes postagens do "Operário Verde":


http://operarioverde.blogspot.com.br/2014/05/rio-colorido-de-bauxita-reflexo-da.html


Conforme o documento, cuja cópia segue abaixo, as emissões atmosféricas da fábrica "têm apresentado valores atendendo a legislação vigente" (sic). 

Já com relação à coloração do Rio Funil, disse que a própria empresa Hindalco do Brasil comunicou "um incidente na tubulação que transporta resíduo neutralizado da fábrica de alumina, causando vazamento parcial, em pequena quantidade, da lama neutralizada para o Córrego Marzagão e daí atingindo o Rio Funil". 

Consta ainda que os fiscais ambientais estiveram na fábrica em 16/06/2014 para inspeção.

Por fim, informou que o processo de Licença Prévia (LP) concomitante com a Licença de Instalação (LI) da empresa Hindalco do Brasil encontra-se em análise na SUPRAM, podendo ser acompanhado pelo endereço www.semad.mg.gov.br/copam/urcs/rio-das-velhas. 

Mais uma vez os frios e distantes indicadores estabelecidos de cima para baixo pelos órgãos ambientais sufocam as reais e gritantes demandas da população. Enquanto um tecnocrata fica atrás de uma mesa analisando números, o pó e o mau cheiro continuam causando incômodos e doenças nas pessoas. A ausência de uma fiscalização humanizada é uma falha grave. No presente caso, por exemplo, os técnicos da SUPRAM vieram a Ouro Preto e visitaram apenas as instalações da fábrica e sequer se derem ao trabalho de conversar com as pessoas que moram a poucos metros das fontes poluidoras. Entendo que o meio ambiente não deve ser tratado apenas em ciências exatas, mas principalmente em sociais.





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com queda de 27% na produção, país se torna importador de alumínio



Por Olivia Alonso e Ivo Ribeiro | De São Paulo
quarta-feira, 17 de setembro de 2014 - Valor Econômico  

O que antes era uma projeção extremamente negativa agora se torna realidade na indústria do alumínio no Brasil. Há pelo menos seis anos, quando fabricantes do metal começaram a fechar suas portas no país, o setor começou a temer uma forte contração de suas operações, o que poderia transformar o Brasil de um dos principais exportadores globais de alumínio em um mercado dependente do produto externo.

Com preço baixo do metal e o alto custo da energia, essas previsões se confirmam. Assim, o ano de 2014 marcará o momento em que o Brasil se torna importador líquido do metal. A projeção é de 130 mil toneladas de saldo negativo na balança comercial de metal primário, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). O número é o resultado de importações de 442 mil toneladas - 2,6 vezes o volume de 2013 - e exportações de 311 mil toneladas, basicamente para o Japão.

Sem a adoção de medidas que deem ganho de competitividade à indústria, como tarifa de energia no patamar mundial, o país poderá ter déficit de 1,558 milhão de toneladas de alumínio primário em 2025, diz a Abal. Considerando o preço atual do metal, são US$ 3,1 bilhões de divisas que o país teria de desembolsar a cada ano.

A Abal estima que o setor deixará de criar 47 mil empregos e de fazer investimentos de R$ 19,8 bilhões no acumulado dos próximos dez anos. Anualmente, deixará de arrecadar R$ 450 milhões em impostos.

Desde 2008, tomaram a decisão de fechar fornos de alumínio no país Valesul (em Santa Cruz-RJ), Novelis (a linha de Aratu-BA e parte de Ouro Preto-MG), Alcoa (toda a fábrica de Poços de Caldas-MG), Alcoa e BHP Billiton (63% da Alumar, em São Luís-MA) e Votorantim Metais - CBA, em Alumínio-SP (ao menos 20% da capacidade).

Neste ano, o retrato da indústria mostrará produção inferior a 1 milhão de toneladas de alumínio primário pela primeira vez em 24 anos - em 1990, foram 931 mil toneladas. Ou seja, um retorno ao patamar de 1991. O Brasil vai terminar o ano com produção de 952 mil toneladas, prevê a Abal, queda de 27% em relação a 2013 (1,3 milhão de toneladas).

A situação tende a piorar nos próximos anos, diz Milton Rego, presidente da Abal. Conforme as fabricantes tiverem concessões e contratos antigos de energia expirados, os custos ficarão mais altos e a tendência é de que parem mais linhas. O país pode chegar a 2025 com volume de apenas 660 mil toneladas ao ano (55 mil ao mês), diz a Abal, ante uma capacidade atual de 1,5 milhão de toneladas (125 mil mensais). Hoje, a utilização do setor é de 70 mil toneladas/mês.

"Temos produção competitiva de alumina e bauxita. Está na hora de o Brasil decidir se quer ou não manter sua indústria do alumínio primário", afirmou Rego ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. "Os outros países dos Brics optaram em ter. Mas, não estamos neste caminho".

Na projeção da Abal, sem medidas, o Brasil vai regredir mais e chegar a 2025 com uma produção de 660 mil toneladas. Ele aponta que um ponto é crucial para o setor no país - o custo da energia. O insumo usado na transformação de alumina em metal primário responde por 55% dos custos totais das empresas, muito acima dos 34% de dez anos atrás. Segundo o presidente da Abal, a autogeração de energia é capaz de suprir 40% da produção, o equivalente a 381 mil toneladas. Sem viabilidade para produção do alumínio, as companhias com energia própria e contratada têm vendido o excedente no mercado livre.

Rego afirma, porém, que as companhias só podem retirar para uso próprio, ao preço de custo, cerca de 10% da energia que elas geram. A maior parte do suprimento precisam adquirir no mercado. O custo, diz, era de US$ 61,2 por MWh no ano passado, mais do que o dobro do valor de 2001.

A situação se complica para as produtoras com um preço deprimido do alumínio no mundo, na faixa de US$ 2 mil a tonelada. É o mesmo patamar de 30 anos atrás, ainda que em alguns momentos tenha dado uma escalada, como os US$ 2,7 mil em 2011.

Enquanto isso, cotações de outras commodities metálicas chegaram a triplicar. A principal razão para o preço estagnado do alumínio é a alta acelerada da produção chinesa. De 4 milhões de toneladas anuais há uma década, a China saltou para 22 milhões de toneladas em 2013, segundo a The Aluminum Association, entidade mundial. E passou a inundar o mercado. "Apesar de ter um alto custo de energia, tem estímulos à produção e à exportação", diz Rego. Para especialistas do setor, com os custos em níveis razoáveis, o preço do alumínio que justificaria investimentos em aumento de produção seria de US$ 2.400 por tonelada.

Do lado da demanda brasileira, apesar de 2014 não mostrar crescimento, a Abal estima um crescimento médio anual de 5% no consumo na próxima década. Neste ano, o nível será o mesmo do ano passado, de 1,5 milhão de toneladas em produtos transformados - usos em embalagens, veículos, construção civil, bens de consumo, máquinas e outras aplicações. Para 2025, a projeção é de 3,2 milhões de toneladas.

Além do enxugamento da indústria de alumínio primário, esse cenário, observa Rego, põe em risco as companhias locais de transformação de alumínio. "Com o aumento da importação do metal primário, a tendência natural é de crescimento também das compras do produto acabados, de maior valor agregado, no exterior". Neste ano, as importações de transformados vão ser 12,1% do total do consumo doméstico, acima dos 10,8% do ano passado, diz a Abal.

Em defesa do setor, a associação apresentará, nos próximos dias, esses números aos presidenciáveis e a candidatos aos governos de São Paulo, Minas Gerais e Pará. As sugestões de política industrial incluem aumento da permissão do uso de energia autogerada pelas alumineiras; políticas de defesa comercial; exigência de conteúdo local em compras do governo; e a revisão de alíquotas no segmento de sucata, que é responsável por um terço do suprimento do metal no país. A diferença vem do metal primário - local e importado.

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/empresas/3698906/com-queda-de-27-na-producao-pais-se-torna-importador#ixzz3DZe4qfeX

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Consultoria realizada em agosto de 2012 aponta falhas no Sistema de Gestão da Saúde e Segurança da Novelis em Saramenha

Em agosto de 2012 a Dra. Marta de Freitas, ex-presidente da Fundacentro, Engenheira de Saúde e Segurança do Trabalho e do Fórum Estadual de Saúde do Trabalhado, emitiu um Parecer sobre o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança da Novelis do Brasil Ltda em Ouro Preto, que foi juntado ao Inquérito nº. 000221.2008.03.000/6, em curso no Ministério Público do Trabalho da 3ª Região em Belo Horizonte.

O objetivo do Parecer foi auditar os documentos fornecidos pela empresa, validando ou não se o trabalho apresentado estava de acordo com a legislação, normas, procedimentos, metodologias e técnicas da área de saúde e segurança do trabalhador.

Foram analisados diversos documentos, dentre os quais destacam-se os Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) de out./2010 a out./2012, os Laudos Técnicos das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCAT) de out./2010 a out./2012 e os Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) de 2010 a 2012.

Ao final, após cerca de 100 laudas de minuciosa análise, uma das conclusões alcançadas foi a de que "os documentos não retratam ao todo ou em parte as condições reais de trabalho a que os empregados da Novelis estão expostos, que no processo produtivo existem substâncias comprovadamente carcinogênicas sem monitoramento ambiental e biológico constante, que está ocorrendo adoecimento ocupacional e pior, vários trabalhadores estão em situação de risco grave e eminente". (aqui grifado)

Cabe destacar ainda que nos períodos analisados (2010 a 2012) a fábrica de alumina estava fechada, tendo sido reativada pela Hindalco do Brasil somente no segundo semestre de 2013.

A grande questão é: se para os trabalhadores que utilizam EPIs e recebem treinamentos a situação é de "risco grave e eminente", como fica a comunidade da Vila Operária que está a poucos metros da fábrica sem qualquer tipo de proteção?



ex-presidente da Fundacentro, engenheira de saúde e segurança do trabalho e do Fórum Estadual de Saúde do Trabalhador - See more at: http://cspconlutas.org.br/2012/05/sindicato-dos-metalurgicos-de-sao-joao-del-rei-promove-vi-seminario-de-saude-e-seguranca-do-trabalhador/#sthash.lvrnm3Ql.dpuf
ex-presidente da Fundacentro, engenheira de saúde e segurança do trabalho e do Fórum Estadual de Saúde do Trabalhador - See more at: http://cspconlutas.org.br/2012/05/sindicato-dos-metalurgicos-de-sao-joao-del-rei-promove-vi-seminario-de-saude-e-seguranca-do-trabalhador/#sthash.lvrnm3Ql.dpuf
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