"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Muito pó! muito pó mesmo!
Atenção diretores da fábrica que são assíduos leitores do "Operário Verde": no último fim de semana (10 e 11 de agosto de 2013) a quantidade de pó preto sobre a Vila Operária foi ainda mais abusiva que o habitual. Certamente houve algum problema na fábrica de pasta, pois não é possível tanto pó preto de uma só vez. Tá difícil.... em breve postarei algumas fotos sobre esse episódio.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Algumas fases de Saramenha
Com informações extraídas da internet,
seguem algumas datas importantes para Saramenha:
1930 - inaugurada a fábrica de ácido
sulfúrico, uma fábrica de sulfato de cobre e uma de sulfato de alumina.
1933 - foi fundada a "Escola Rural Mista
de Saramenha"
1934 - instalação da ELQUISA (Eletro Química
Brasileira s/a) influenciou decisivamente para as mudanças no desenho urbano
que enxergamos hoje em dia em Saramenha. Ruas abertas, novas casas e bairros
surgiram,
1939 - experimentou a construção de uma fábrica
de cimento aluminoso, que foi substituída por outra de ferro manganês.
1942 e 1944 - a elquisa aumentava o tamanho
de sua fábrica construindo as unidades para a produção do alumínio, que teve
sua corrida em 1945. Nesse período foram construídas novas casas para os
funcionários, um refeitório, um hotel e a Vila Operária. A atual Rua Simão
Lacerda surgiu nesta época. Surgiu a fábrica de tintas onde fica a fábrica de
cabos.
1946 - foi criada as Escolas Reunidas Tomás
Antônio Gonzaga.
1950 - a ALCAN adquire a Elquisa
1950-1979 - fase de Expansão da fábrica.
1953 - o campo da Aluminas é construído.
Surge a Vila dos Engenheiros num local mais distante das fumaças das chaminés.
As casas se projetam para as encostas do Morro do Cruzeiro.
Em 1956 - a escola passa a se chamar Escola Estadual Tomás Antônio Gonzaga.
Em 1958 - construção da Redução II e um novo
prédio para a gerência e o nome da fábrica passa para Aluminas (Alumínio Minas
Gerais).
Década de 1960, novas salas para a Redução
II, a moagem seca para a bauxita, a construção da fábrica de cabos e os
encontros para a segurança na fábrica.
1965 - construção da Vila Itacolomi.
1965- imagem de Nossa Senhora de Fátima foi interiorizada na escola e passou a realizar a novena.
O asfalto veio no início da década de 60 e um ônibus começou a circular no bairro ligando ao centro de Ouro Preto.
Década de 1970, fecha a fase de expansão da fábrica com a ampliação da área de Aluminas e a inauguração da redução III em 1979.
Em 1975, a construção da Bauxita próximo à Vila Itacolomi confirmava a tendência de ocupação das partes mais altas nessa região.
Em 1974, inauguração do ginásio da Associação
Atlética Aluminas.
Década de 1980, fase contemporânea.
Em 1980, construído o conjunto do Morro do Cruzeiro.
Entre 1965 e 1983 foram edificados três
conjuntos habitacionais: Morro do Cruzeiro, Vila Itacolomi, Bauxita.
Retirada da fábrica de ferro ligas da Alcan
em 1986.
Em 1986 começou a funcionar a 5ª série e a escola passou a contar com turmas do pré-escolar à 8ª série.
No início da década de 1990, foi retirado o comércio e casas próximo à fábrica.
Em 1997, A Escola Estadual "Tomás
Antônio Gonzaga" foi municipalizada passando a se chamar: Escola Municipal
"Tomás Antônio Gonzaga".
fotos disponíveis na internet sem autoria explícita
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Estudo revela fragilidade do processo de controle ambiental das fábricas de alumínio instaladas em Minas Gerais
Um estudo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) concluiu que o controle ambiental exercido pelo Estado de Minas Gerais nas fábricas de alumínio da Novelis em Ouro Preto e da Alcoa em Poços de Caldas apresenta fragilidades e diversidade de formas e critérios.
O estudo pode ser lido aqui: http://www.repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/2902/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_%20An%C3%A1liseComparativaImpactos.pdf
Esse modesto blog há tempos vem afirmando que o controle ambiental e a legislação pertinente são extremamente tolerantes e permissivos. Uma coisa é estar "de acordo" com o órgão ambiental, outra muito diferente é respeitar a população vizinha.
O estudo pode ser lido aqui: http://www.repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/2902/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_%20An%C3%A1liseComparativaImpactos.pdf
Esse modesto blog há tempos vem afirmando que o controle ambiental e a legislação pertinente são extremamente tolerantes e permissivos. Uma coisa é estar "de acordo" com o órgão ambiental, outra muito diferente é respeitar a população vizinha.
terça-feira, 23 de julho de 2013
COLUMBIAN CHEMICALS
Ouvi dizer hoje que vem por aí a empresa COLUMBIAN CHEMICALS. Será? de tudo sobrará a fábrica de pasta?
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Vem aí uma nova fábrica?
Parece que a conversa sobre a reativação da fábrica de alumina está ganhando corpo, conforme notícia publicada no jornal "O Mundo dos Inconfidentes" (clique aqui e leia). É uma pena que o Sr. Prefeito enxergue apenas os 150 empregos e ignore todas as consequências de uma fábrica desse tipo tão próxima das casas de milhares de ouropretanos. Sobre isso vamos atuar ativamente junto ao CODEMA (EIV e RIMA) e SUPRAM. Que reabrir? tudo bem, mas vai ser cumprindo todas as NOVAS regras ambientais e não simples RADA.
Mas andam dizendo por aí que tudo isso é, na verdade, jogo de cena. Dizem que a Novelis está se despedindo de Ouro Preto e, para manter o bom nome em São Paulo, vai deixar aqui em Saramenha outra subsidiária do mesmo grupo para fechar os portões em definitivo e responder por todo o passivo. É esperar (e pagar) para ver! Por enquanto é tudo especulação, já que a própria fábrica faz mistério.
O Prefeito recebendo representantes da Hindalco
foto: Jornal "O Mundo dos Inconfidentes" on-line
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Sindicalista afirma na Câmara Municipal de Ouro Preto que a Redução III da Novelis poderá fechar
O sindicalista explica o último processo de licenciamento ambiental da Novelis e a falta de interesse da empresa em investir em Ouro Preto
Ouça aqui: https://www.facebook.com/photo.php?v=563869220337579
O mencionado Parecer SUPRAM pode ser lido AQUI
Ouça aqui: https://www.facebook.com/photo.php?v=563869220337579
O mencionado Parecer SUPRAM pode ser lido AQUI
terça-feira, 18 de junho de 2013
Tudo muda: a luta de ontem nem sempre é a de hoje
domingo, 16 de junho de 2013
Sara Saramenha
Sara Saramenha
Faça ressurgir as casas da rua do campo...
Com as suas portas e janelas azuis
Hoje engolidas por um frio e triste estacionamento...
Sara saramenha
Abra as portas da vendinha do Sô Acaiaca e Dona candinha
Traga de novo o Lactário da Dona Olivia,
E o Posto do Sô Antero...
Sara Saramenha
Ponha em fila as casinhas, geminadas duas a duas,
De dona Sebastiana, mãe da Lucimar, depois da Gracinda,
De um técnico de futebol um Gilberto de tal
Do Tio Marcondes e tia Izabel,
Do posto médico,
Do Sô Bem, do Sô Valim,
Da portinha do correio
Da casa do Zé cascudo, do Sô Tãozinho
Do Sô Walter, da Casa do Nozinho e tia Zezé,
E até mesmos do consultório Arthur Drummond
De dores lembranças...
Sara Saramenha
Poê de novo o Real, o nosso time , nosso “dream Team”
Do coração, em campo com sua camisa “preti e branca”,
Como dizia o Paulista Lélio, meu grande amigo...
Com Donato, o nosso finado “Patinho Feio” no gol
Dudu e seu cabelo “glostorado”, lambido de vaca, do Mão, do Tatio,
Do Walter do olho grande, Jairzinho, Zezé boia quente,
Zezé da dona Dila, Julinho, Edinho, Louro,
Nico, Carlinhos, Prego, Botão, Nunes, as vezes “Figeno”
Zé Carlos Moringa, Bitota, Tiam, Itamar...
O maior time de nosso pequeno mundo
De memoráveis jogos contra o Santos
Dos Garcias lá das cabeças
Sara saramenha
Saia deste silencio sepulcral
Suas ruas estão mortas ou quase,
Mas , as minhas lembranças estão Vivas, acesas
E teimam em permanecer..
Sara Saramenha
Faz descer no mesmo horário
Um Austin preto e pequeno do Mr. Wouton...
acende de novo o cachimbo do Mr Deputack
Que deixou um capote de lembrança
Para o meu velho pai Juvenal
Sara Saramenha
Desperta com sua sirene estridente
A molecada para a escola
O Grupo escolar Tomaz Antônio Gonzaga
Desperta os nosso para dar o sangue
Engolir fuligem, sujar de lama vermelha os pés
E empestar os pulmões de soda caustica
Sara Saramenha ...
Acorda !!!
Mas, já não há mais jeito
O tempo a engoliu e mastigou...
E a minha infância
Ficou lá atrás , escondida num canto
Do meu coração
Edmundo Guedes
Faça ressurgir as casas da rua do campo...
Com as suas portas e janelas azuis
Hoje engolidas por um frio e triste estacionamento...
Sara saramenha
Abra as portas da vendinha do Sô Acaiaca e Dona candinha
Traga de novo o Lactário da Dona Olivia,
E o Posto do Sô Antero...
Sara Saramenha
Ponha em fila as casinhas, geminadas duas a duas,
De dona Sebastiana, mãe da Lucimar, depois da Gracinda,
De um técnico de futebol um Gilberto de tal
Do Tio Marcondes e tia Izabel,
Do posto médico,
Do Sô Bem, do Sô Valim,
Da portinha do correio
Da casa do Zé cascudo, do Sô Tãozinho
Do Sô Walter, da Casa do Nozinho e tia Zezé,
E até mesmos do consultório Arthur Drummond
De dores lembranças...
Sara Saramenha
Poê de novo o Real, o nosso time , nosso “dream Team”
Do coração, em campo com sua camisa “preti e branca”,
Como dizia o Paulista Lélio, meu grande amigo...
Com Donato, o nosso finado “Patinho Feio” no gol
Dudu e seu cabelo “glostorado”, lambido de vaca, do Mão, do Tatio,
Do Walter do olho grande, Jairzinho, Zezé boia quente,
Zezé da dona Dila, Julinho, Edinho, Louro,
Nico, Carlinhos, Prego, Botão, Nunes, as vezes “Figeno”
Zé Carlos Moringa, Bitota, Tiam, Itamar...
O maior time de nosso pequeno mundo
De memoráveis jogos contra o Santos
Dos Garcias lá das cabeças
Sara saramenha
Saia deste silencio sepulcral
Suas ruas estão mortas ou quase,
Mas , as minhas lembranças estão Vivas, acesas
E teimam em permanecer..
Sara Saramenha
Faz descer no mesmo horário
Um Austin preto e pequeno do Mr. Wouton...
acende de novo o cachimbo do Mr Deputack
Que deixou um capote de lembrança
Para o meu velho pai Juvenal
Sara Saramenha
Desperta com sua sirene estridente
A molecada para a escola
O Grupo escolar Tomaz Antônio Gonzaga
Desperta os nosso para dar o sangue
Engolir fuligem, sujar de lama vermelha os pés
E empestar os pulmões de soda caustica
Sara Saramenha ...
Acorda !!!
Mas, já não há mais jeito
O tempo a engoliu e mastigou...
E a minha infância
Ficou lá atrás , escondida num canto
Do meu coração
Edmundo Guedes
sexta-feira, 14 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Um pouco de Paulo Freire sobre a ecologia
“Urge que assumamos o dever de lutar pelos princípios éticos
fundamentais como o respeito à vida dos seres humanos, à vida dos outros
animais, à vida dos pássaros, à vida dos rios e das florestas. Não creio na
amorosidade entre mulheres e homens, entre os seres humanos, se não nos
tornamos capazes de amar o mundo. A ecologia ganha uma importância fundamental
neste fim de século.Ela tem que estar presente em qualquer prática educativa de
caráter radical, crítico ou libertador (...). Neste sentido me parece uma
contradição lamentável fazer um discurso progressista, revolucionário e ter uma
prática negadora da vida. Prática poluidora do mar, das águas, dos campos, devastadora
das matas. Destruidora das árvores, ameaçadora dos animais e das aves.” (Paulo Freire, Pedagogia da indignação,
p.66-7)
Assinar:
Postagens (Atom)



