"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)

sábado, 24 de agosto de 2013

Quer denunciar? saiba como

Para aqueles que querem denunciar algum abuso ou irregularidade ambiental, fica a dica:

Orientações disponíveis em: http://www.semad.mg.gov.br/denuncia

Você pode fazer sua denúncia por meio do:

» Site: preenchendo as informações solicitadas;

» Telefone: ligando no 155 - LigMinas – Segunda a sexta, das 7h às 19h;

» Telefone para deficiêntes auditivos: 08000 200 155

» e-mail: denuncia@meioambiente.mg.gov.br, preenchendo e enviando o Formulário para denúncia;

» Correio ou presencialmente: preenchendo o Formulário para denúncia e encaminhando-o para Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais - Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n. Prédio Minas, 1º andar. Bairro Serra Verde - Belo Horizonte, Minas Gerais, CEP 31630-900 (no envelope, escrever Diretoria de Atendimento às Denúncias do Cidadão e de Órgãos de Controle – DADOC).

Em todos os meios, se preferir, poderá manter o anonimato.

 http://www.semad.mg.gov.br/templates/modelo/img/topo.jpg

Notícias informais sobre a reativação da alumina

O Operário Verde recebeu, por e-mail, a seguinte mensagem de um dos seus colaboradores:

"Nos bastidores as conversas dizem que a alumina vai reabrir sem grandes investimentos, então prepare-se, o medo já toma conta de moradores da Vila Operária. Vai dar empregos, sim, mas vai tornar a vida na vila um inferno. prepare-se para o pior a poeira de hoje vai ser fichinha perto do que vem por aí. Contaminação da água do rio funil com soda, muito pó de alumina, vapor de soda (cáustico). Como vai ser alumina especial vai ser usado muito cloro, que se vazar e dependendo das condições do vento, pode chegar na vila e provocar mortes.Os equipamentos são todos obsoletos e até explosão de alguns pressurizados, como caldeiras, podem ocorrer e varrer saramenha do mapa. Peço atenção máxima, com a desculpa de gerar empregos vão tornar a vida em saramenha um caos. Espera pra ver. [...] Fique de olho, o inimaginável está por vir".

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Participação popular: uma necessidade urgente.

Tenho mantido conversas com alguns servidores do Prefeitura e com alguns pesquisadores da região, que estão afirmando que já há arranjos jurídicos para a instalação da tal indústria química do grupo Hindalco em Saramenha, bem como para instalação de áreas residenciais na área entre a Av. Renê Gianeti, bairro Maria Soares e Vila dos Engenheiros. Falam, inclusive, em deferimentos de licenciamentos ambientais. A pergunta que faço é onde estão os Relatórios de Estudo de Impacto de Vizinhança e de Impacto Ambiental? com quem estão sendo discutidos tais assuntos? apenas com o Prefeito? Ora, a comunidade de Saramenha precisa ser envolvida no processo de decisão desses novos empreendimentos na região. O Operário Verde defende a participação popular e lutará para que ela ocorra, pois os moradores que suportarão os efeitos devem ser considerados.

Nossos questionamentos certamente serão levados à Prefeitura e aos devidos órgãos ambientais.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mudanças na direção da fábrica de Saramenha

Me disseram hoje que haverá mudança na direção da fábrica de Saramenha. Esperamos que o novo diretor, por ser morador da cidade e conhecedor de leis, tenha para com a comunidade local mais atenção e consideração. Faço votos de sucesso!

sábado, 17 de agosto de 2013

PAÍS PASSA A IMPORTADOR DE ALUMÍNIO

Texto publicado em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/8/15/pais-passa-a-importador-de-aluminio
Autor(es): Por Olivia Alonso e Ivo Ribeiro | De São Paulo
Origem: Valor Econômico - 15/08/2013
 
Valor Econômico.

Após seguidos cortes de produção de alumínio primário no Brasil, o país acaba se de tornar importador líquido do metal, segundo apurou o Valor. A americana Alcoa anunciou ontem a redução temporária de 124 mil toneladas na produção local, com o fechamento de linhas em Poços de Caldas (MG) e São Luis (MA). Outras empresas que encolheram no Brasil foram Novelis e Valesul. As principais razões das companhias para reduzir a produção são o custo alto da energia e o preço baixo do alumínio. Neste ano, a cotação já caiu 13% na bolsa de Londres. Desde o pico de preços em 2008, a queda é de quase 40%.


Após seguidos fechamentos de produção de alumínio primário no Brasil, agravados com o anúncio da Alcoa ontem, o país se torna importador líquido do metal, segundo fontes ouvidas pelo Valor, o que não acontecia desde meados dos anos 1980. A companhia americana anunciou ontem encerrando temporário de 124 mil toneladas de produção no Brasil, sem data certa para retomada, com o encerramento de uma linha em Poços de Caldas (MG) e outra em São Luis (MA), que será concluídas ao longo das próximas semanas.

O movimento da Alcoa ocorre três meses após a Novelis ter cortado em 20 mil toneladas sua capacidade em Ouro Preto (MG), onde produzia 50 mil toneladas ao ano. Em 2010, a empresa já havia encerrado a unidade de Aratu, na Bahia, onde fazia 60 mil toneladas. Um ano antes, a Valesul fechou as portas da fábrica de Santa Cruz (RJ), que produzia 95 mil toneladas.

Na raiz desses cortes, além dos preços deprimidos do metal no mercado internacional, estão os elevados custos da tarifa de energia no Brasil, bem acima da média global de US$ 40 o MWhora, considerado um teto de competitividade das fabricantes. As duas empresas passam a operar basicamente com energia de geração em hidrelétricas próprias.

Recentemente, o presidente da Novelis, Tadeu Nardocci, disse ao Valor que a intenção da empresa é manter a unidade de Ouro Preto em funcionamento, ainda que ele tenha manifestado preocupação com o preço do metal. Os cortes das duas empresas neste ano representam redução de 10% no total da produção brasileira de alumínio primário, para 1,29 milhão de toneladas anuais, ante 1,44 milhão de toneladas em 2012.

Já o consumo brasileiro do metal somou 1,43 milhão de toneladas no ano passado e as estimativas da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) são de crescimento de 3% neste ano, para 1,48 milhão de toneladas. Considerando também os suprimento de sucata de alumínio e de importações - e excluindo o volume de exportações -, o Brasil passa a uma situação de importador líquido, de acordo com as fontes.

Nos dois últimos anos, o suprimento de sucata vêm se mantendo em torno de 510 mil toneladas ao ano. No ano passado, as importações somaram 287 mil toneladas e as exportações, 646 mil toneladas.

Nos dois últimos anos, o suprimento de sucata vêm se mantendo em torno de 510 mil toneladas ao ano. No ano passado, as importações somaram 287 mil toneladas e as exportações, 646 mil toneladas.

Segundo a Abal, a produção brasileira de alumínio primário já caiu 8,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2012, refletindo as reduções graduais das companhias, para 666 mil toneladas. Antes dos anúncios de Alcoa e Novelis, estimava-se que o país poderia se tornar importador do metal por volta de 2015, conforme a demanda do país.

Além do custos da energia, a principal razão apontada pelas companhias é o preço do alumínio. Apenas neste ano, o metal caiu 13% na bolsa de Londres (LME), de US$ 2.098 a tonelada na média de dezembro do ano passado para US$ 1.831 a tonelada, na média, este mês. Desde o pico de US$ 3.122 por tonelada em julho de 2008, a queda alcança quase 40%.

Ao mesmo tempo, o custo de energia no Brasil continua alto, acima de US$ 60 por MWh, apesar do anúncio do governo de corte do preço para a indústria. Nas contas das empresas de alumínio, a Medida Provisória (MP) 579, que previa redução de 28%, na verdade resultou no máximo 12% para o setor.

A Alcoa já tinha autossuficiência de energia de cerca de 70%. Agora, reduziu sua produção em aproximadamente 35%. Em Poços de Caldas, a empresa produziu no ano passado 85,9 mil toneladas. Já em São Luis (MA), onde opera em consórcio com a BHP Billiton, por meio da Alumar, sua produção correspondeu a 271,7 mil toneladas. No total, a companhia fabricou 328 mil toneladas de alumínio primário em 2012.

O anúncio de ontem, que faz parte do plano de revisão de produção da companhia, também incluiu o encerramento permanente de 40 mil toneladas na unidade de Massena, no Estado de Nova York, Estados Unidos. Em maio, a Alcoa anunciou que faria uma análise de sua capacidade global e poderia cortar até 460 mil toneladas em 15 meses. A empresa já havia anunciado o fechamento de 105 mil toneladas de capacidade no Canadá e de 44 mil toneladas na Itália.

Alcoa anuncia redução de produção de alumínio em Poços de Caldas/MG e em São Luís/MA








Informações colhidas no portal de notícias "G1" em 14/08/2013: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/08/alcoa-anuncia-reducao-de-producao-de-aluminio-em-pocos-de-caldas.html

Alcoa decide manter unidade em Poços de Caldas. (Foto: Reprodução EPTV) 

Alcoa anuncia redução de produção de alumínio em Poços de Caldas

Empresa deve diminuir 124 mil toneladas em duas unidades do Brasil. Multinacional não informou se haverá corte de funcionários com a medida.





A Alcoa, multinacional que atua em Poços de Caldas (MG), anunciou, nesta quarta-feira (14) que deve reduzir a produção de alumínio no Brasil. Por meio de uma nota, a multinacional informou que vai reduzir 124 mil toneladas da produção de  alumínio nas unidades de Poços de Caldas e São Luís (MA).

De acordo com a empresa, a medida foi tomada por causa da atual situação do mercado internacional e em razão da queda de preços na bolsa de metais de Londres. A assessoria de imprensa da empresa não informou se haverá demissões e qual será o impacto da medida na produção da cidade. No Brasil, a empresa emprega mais de 6 mil funcionários.

Além destas medidas, a empresa anunciou também que vai fechar permanentemente uma linha produtiva em uma fábrica nos Estados Unidos, que representa produção de 40 mil toneladas.

Em nota oficial a empresa justificou as medidas:


NOTA OFICIAL:

Alcoa adequa temporariamente produção no Brasil

A Alcoa informa que está reduzindo temporariamente sua produção de alumínio no Brasil para adequá-la à atual situação do mercado internacional e à forte queda de preços na Bolsa Metais de Londres (LME). Estes ajustes representam uma diminuição de 124 mil toneladas de alumínio primário nas plantas de São Luís (MA) e Poços de Caldas (MG). As operações de mineração, refinaria e transformação não serão impactadas.

Estes ajustes na produção são parte de uma iniciativa global da Alcoa visando aumentar a competitividade de suas operações. A companhia anunciou, em maio deste ano, que realizaria uma análise de sua capacidade de produção de alumínio primário em âmbito mundial e poderia reduzir até 460 mil toneladas ao longo de 15 meses. Além do Brasil, as operações de Massena (Estados Unidos), Baie-Comeau (Canadá) e Fusina (Itália) tiveram diminuição da sua produção.

O desligamento temporário de uma das três linhas de produção das unidades brasileiras de alumínio primário será feito de forma segura e controlada, permitindo a retomada da produção assim que os ambientes econômicos e de negócio se mostrarem viáveis. A companhia não está medindo esforços para reduzir o impacto desta decisão com relação aos funcionários, clientes, comunidades, parceiros e fornecedores.

Apesar dos desafios encontrados nos últimos anos, a Alcoa fez investimentos consideráveis em suas operações e na auto-geração de energia no Brasil. A companhia emprega mais de seis mil pessoas e visa proporcionar benefícios sociais, ambientais e econômicos nas comunidades em que está inserida.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Muito pó! muito pó mesmo!

Atenção diretores da fábrica que são assíduos leitores do "Operário Verde": no último fim de semana (10 e 11 de agosto de 2013) a quantidade de pó preto sobre a Vila Operária foi ainda mais abusiva que o habitual. Certamente houve algum problema na fábrica de pasta, pois não é possível tanto pó preto de uma só vez. Tá difícil.... em breve postarei algumas fotos sobre esse episódio.