"a questão ambiental deve ser trabalhada não como resultante de um relacionamento entre homens e a natureza, mas como uma faceta das relações entre os homens, isto é, como um objeto econômico, político e cultural". (MORAES, 2002)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Hindalco inaugura Filtro Prensa e Marzagão não receberá mais rejeitos de minério

Notícia de Jornal Voz Ativa, disponível em: https://jornalvozativa.com/noticias/hindalco-inaugura-filtro-prensa-e-marzagao-nao-recebera-mais-rejeitos-de-minerio/

Por João Paulo Silva Publicado em 17/12/2018, 14:11 - Atualizado em 17/12/2018, 15:13
Foto-Visita ao local de instalação do filtro prensaCrédito-Tino Ansaloni

A Hindalco Brasil completou cinco anos de atividades, no dia 23 de outubro de 2018, com investimentos em modernização e tecnologia. Ainda em 2018, no dia 6 dezembro, a empresa do grupo Aditya Birla, em cerimônia de inauguração, anunciou a instalação do Filtro Prensa, um equipamento de separação de materiais, usado para reduzir o volume e o peso de um produto para filtragem, separando a parte líquida da parte sólida. Participaram da cerimônia, além de autoridades e imprensa local, Vishal Singh, Diretor-Geral da Hindalco; o gerente Industrial Jota Azevedo e Jeorge Silva, Gerente de Projetos. Após apresentação, houve uma demonstração técnica nas dependências da empresa.

Para a nova tecnologia foram investidos mais de R$ 20 milhões e a ação visa maior segurança e sustentabilidade nos processos da empresa, além de minimizar os impactos ambientais à comunidade a qual pertence. Jeorge Silva afirma que a nova tecnologia é uma alternativa ao alteamento de barragem para disposição de rejeitos. “O Filtro Prensa deverá propiciar a disposição dos rejeitos do processo Bayer de forma sólida, uma alternativa à disposição de forma líquida. Com isso, haverá uma redução do consumo de ácido e energia e a economia de mais de 360 mil litros de água por dia”.

Conheça outros benefícios do Filtro Prensa

A partir de agora, a lama passará por um processo de desaguamento: será transformada em uma torta com mais de 70% de sólidos (atualmente, tem aproximadamente de 10 a 15%). Se antes o rejeito era liberado no Lago do Marzagão, com a tecnologia, ele será disposto em pilhas. O resultado é uma melhoria na recuperação de licor cáustico (que diminuirá o gasto com ácido para neutralização da lama) e a economia de energia elétrica, além de menos impacto ambiental.

Hindalco Brasil

A indústria química especializada na produção de aluminas especiais e hidratos atende o mercado nacional e internacional. A Empresa está sediada no município de Ouro Preto (MG) desde 2013, onde oferece oportunidade, capacita profissionalmente, com mais de 20 mil horas de treinamento/ano, além de gerar 600 empregos diretos e indiretos, contribuindo com a geração de impostos e renda. A Hindalco atua de acordo com as diretrizes de sua Política de Responsabilidade Socioambiental, com base nos pilares de Saúde, Educação, Sustentabilidade e Infraestrutura. A Empresa investe, anualmente, com capital direto, em projetos e ações que contribuem para o desenvolvimento dessas comunidades.

A Hindalco também busca conscientizar os seus colaboradores, por meio do projeto de Sustentabilidade, a aderirem a práticas ecologicamente responsáveis. Como boa prática, a Empresa vem promovendo a reestruturação do projeto luminotécnico da Fábrica, com a utilização de lâmpadas de LED, que consomem menos energia, sendo algumas delas alimentadas por meio de painel fotovoltaico, que são alimentados por energia solar.

Melhorias

Representantes da Força Associativa dos Moradores de Ouro Preto questionaram avanços quanto a questão do tráfego de veículos pesados na avenida Américo Renê Gianetti e o perigo iminente de acidentes no local. O percurso é utilizado pela indústria para o transporte de matéria-prima.
“Nós começamos a fazer alguns testes e o volume de caminhões na via irá depender dos tamanhos dos veículos. Acontecerão, em média, apenas 16 viagens por dia. Além disso, serão construídas, de acordo com normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sete passagens elevadas para pedestres com 15 cm na avenida. Iremos trabalhar com o treinamento de motoristas, dentre outras medidas que visam a melhoria da situação” garantiu o Gerente de Projetos da Hindalco.

O Prefeito Júlio Pimenta, também presente ao evento de inauguração, acompanhado do Secretário Municipal de Meio Ambiente, Antenor Rodrigues Barbosa Junior, além do vereador Chiquinho de Assis-PV, solicitou a empresa estudo de viabilidade para uso futuro da represa de Marzagão como depósito de água potável, que resolveria os problemas de água do bairro Saramenha e redondezas. A empresa acatou a sugestão, que será estudada.

A comunidade do Bairro Saramenha deposita expectativas na nova tecnologia e com isso espera viver com mais tranquilidade. Apesar das vistorias realizadas pelo Corpo de Bombeiros, que atestaram a segurança da barragem, os ouro-pretanos sempre viveram momentos de apreensão, temendo o seu rompimento, sobretudo em época de chuvas. Segundo a direção da empresa, em cinco anos a barragem, como depósito de rejeitos, deve ser desativada.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

TCC da UFOP aponta contaminação do ribeirão Marzagão ocasionada pela barragem

ALMEIDA, Hélio Moreira de. Caracterização geoquímica da água e sedimentos de fundo do Ribeirão Mazargo, Ouro Preto - MG. 2017. 99 f. Monografia (Graduação em Engenharia Geológica) - Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2017.

RESUMO: "A micro-bacia do ribeirão Marzagão está inserida na a sub-bacia do ribeirão do Carmo, contribuinte da Bacia do Rio do Carmo. Localiza-se nas proximidades do bairro Saramenha no município de Ouro Preto, Minas Gerais. Destaca-se nesta micro-bacia a barragem de rejeitos de lama vermelha da mineração de bauxita, pertencente a empresa Hindalco S.A., e a mineração de topázio imperial Vermelhão. O objetivo principal do trabalho foi caracterizar a geoquímica da água e sedimentos de fundo do ribeirão Marzagão. Sendo esse formado por uma nascente e o sumidouro da barragem e três nascentes das cinco existentes a montante da barragem já mencionada, e correlacionar esses dados com as fontes geogênicas e possíveis interferências antropogênicas. O trabalho consistiu na coleta de amostras de água e sedimentos de fundo de canal a montante e a jusante da barragem Marzagão. Os sedimentos passaram por secagem e quarteamento das amostras de sedimentos para posterior a realização da análise da composição mineralógica e geoquímica parcial de elementos como: Na, Fe, Al, Ca, K, Mg, Mn, As, Ba, Cd, Co, Cr, Cu, V, Zn, Pb e Ti. Os resultados apresentaram valores anômalos para os elementos Al, Na, Ca, K, Mg, S, As e Sr mostrando a contaminação causada pela barragem uma vez que a composição da lama vermelha tem como principais elementos o Al, Na, Ca. A difratometria de raios X na amostra coletada no ribeirão Marzagão, apresentou ocorrência de um hidróxido de alumínio evidenciando a contaminação ocasionada pela barragem" - AQUI GRIFADO. 

Trabalho acadêmico disponível em: http://www.monografias.ufop.br/handle/35400000/885


domingo, 30 de setembro de 2018

Hindalco inicia aspersão de água na Vila Operária

Atendendo a comunidade, a Hindalco do Brasil iniciou na Vila Operária uma rotina de aspersão de água para diminuir os efeitos incômodos o pó de alumina. A ideia é que essa ação seja mais intensa no inverno, período em que o tempo seco e a inversão térmica nas madrugas agrava o problema. Trata-se de ação simples, mas de grande importância para os moradores. Ponto pra empresa! um demonstração da eficiência do diálogo e da participação popular.



segunda-feira, 24 de setembro de 2018

sábado, 7 de julho de 2018

Barragem do Marzagão: uma ameaça?


 O colega Wanderley "Kuruzu" postou no seu perfil no Facebook as imagens abaixo que reforçam a dúvida que venho suscitando aqui no blog sobre o Marzagão. Vejam:







Chuva de alumina!

É isso aí, uma chuva de alumina! Os moradores da Vila Operária sofrem isso diariamente e no inverno piora muito. Telhados, quintais e até mesmo dentro de casa é possível ver o conhecido pozinho branco espalhado. Pozinho que corrói peças metálicas, pintura dos veículos, mancha vidros, mata flores e hortaliças e sabe lá o que faz com a saúde das pessoas - alergia na pele e irritação das vias aéreas é certeza!

As fotos abaixo, tiradas na primeira semana de julho de 2018, mostram um carro que dormiu ao relento na Vila Operária e um pouquinho do que eu estou falando. Mas sugiro uma simples olhada nos telhados brancos das casas para constatar o absurdo cometido pela Hindalco do Brasil com seus vizinhos.

Ah, e não adianta ligar na fábrica para reclamar, pois a reposta é a mesma há décadas: "estamos num momento de inversão térmica que agrava o problema e, como você sabe, toda atividade industrial gera um pouco de incomodo"... balela! o problema é o abandono tecnológico e a falta de compromisso com a população local.






Como é fabricado o alumínio #Boravê

Vídeo interessante produzido pelo canal "Manual do Mundo" mostra como é processo de produção da alumina - alumínio. Lembrando que a Hindalco de Saramenha produz apenas alumina naquele processo químico em que "... a gente vai usar muita soda cáustica...".


disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EirrzjjAf8Y (acesso em 07/07/2018)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vila Operária próxima da Coleta Seletiva!

A FAMOP, Força Associativa dos Moradores de Ouro Preto, realizou mais uma reunião no plenário da Câmara Municipal em 04/06/18. A principal pauta prevista para a reunião era uma conversa aberta com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O assunto tratado: a coleta seletiva.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Representantes da Hindalco Brasil falam sobre empregabilidade durante Tribuna Livre na CMOP

Fonte e fotoASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E EVENTOS da Câmara de Ouro Preto

http://www.cmop.mg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2900:representantes-da-hindalco-brasil-falam-sobre-empregabilidade-durante-tribuna-livre&catid=61:reunioes


Durante a reunião ordinária do dia 15/05/2018, os vereadores receberam, na Tribuna Livre, representantes da empresa Hindalco Brasil: o consultor de gestão, Eli Murilo Araújo; a gerente de suprimentos, Isabel Silame; e a jornalista Mariana Storto, que apresentaram um balanço dos trabalhos realizados no município e falaram sobre a geração de empregos em Ouro Preto. O convite atende a requerimento de autoria do vereador Vander Leitoa (PV).


“A questão do emprego é de muita preocupação devido a essa crise, principalmente com o rompimento da barragem da Samarco, muita gente está desempregada. Assim, queremos dialogar com as empresas que estão situadas no nosso município, saber quais as pretensões, o que elas pretendem para o futuro, os investimentos e a empregabilidade”, disse Vander Leitoa.

De acordo com Isabel Silame, atualmente, 90% dos funcionários da Hindalco são moradores de Ouro Preto. “Em todos os locais onde estamos situados, nossa prioridade é a aquisição de materiais e serviços em Ouro Preto. Isso acelera o crescimento e a geração de emprego, quando você compra no mercado, também está gerando emprego no mercado local; e quando estamos produzindo, também geramos emprego. Todos os currículos, todo o processo de recrutamento e seleção são prioridades para profissionais de Ouro Preto”, enfatizou.

Da mesma forma, Eli Araújo ressaltou que “se tem uma coisa que temos orgulho é que a Hindalco do Brasil, que é do grupo Aditya Birla, mas sua sede é em Ouro Preto. Então, adotamos como critério ter pessoas de Ouro Preto, além de jovens aprendizes, pessoas com deficiência (PCD’s), tudo dentro da legislação e dentro da cota. Nós também temos na nossa empresa 14% de mulheres trabalhando, o que é fantástico”.
O vereador Luiz Gonzaga (PR) afirmou que “estivemos na Hindalco no ano passado, e eles tinham uma previsão de empregar até 300 pessoas e hoje foi apresentado, que mesmo com toda dificuldade que o País atravessa, eles estão empregando 400 pessoas. Temos que dar força e incentivar os empresários que estão vindo para Ouro Preto tentando melhorar a cidade”.

Já o vereador Alysson Gugu (PPS) parabenizou os representantes pelas ações da empresa: “O Eli mostrou que tudo o que foi comprometido inicialmente, quando a empresa chegou à cidade, foi feito. A Hindalco está em uma crescente, visando a produzir e vender sem prejuízos; e isso é garantia de que novos postos de trabalho serão ofertados e da manutenção daqueles que já está trabalhando. Os ouro-pretanos podem ter certeza de que a Hindalco é uma grande colaboradora na oferta de emprego no nosso município”

Atualizando, em 14/06/18 - vídeo:


05 de junho: dia mundial do meio ambiente!


terça-feira, 8 de maio de 2018

Acordo entre Novelis e Sindicato quando do fechamento da fábrica de Saramenha

O nosso Blog teve acesso ao Acordo firmado na Justiça do Trabalho, nos autos da Ação nº. 0002792-17.2014.5.03.0069, entre a Novelis e o Sindicato de São Julião. Um marco histórico, com certeza! Merece dedicada análise e acompanhamento.





quarta-feira, 18 de abril de 2018

Equipe da Prefeitura reúne com moradores da Vila Operária para discutir ações da Prefeitura Itinerante


Vide em: http://ouropreto.mg.gov.br/noticia/642
Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ouro Preto

Para ouvir as demandas e discutir melhorias para as comunidades, a Prefeitura de Ouro Preto iniciou este mês de abril de 2018 o projeto Prefeitura Itinerante. Na noite desta quinta-feira (12), os moradores do bairro Vila Operária receberam na Igreja Matriz de Cristo Rei a equipe formada pelo prefeito Júlio Pimenta e o vice Tico Miranda, com a maioria dos secretários municipais, além do presidente da Câmara Wander Albuquerque e dos vereadores Geraldo Mendes e Alysson Gugu. Também esteve presente diretores da Associação de Moradores da Vila Operária.

Depois de apresentar numa tela as ações da Prefeitura Itinerante, quem esteve presente pôde fazer uso da palavra e outras reivindicações foram solicitadas. Uma delas seria a limpeza da quadra poliesportiva, que foi prontamente atendido pelo projeto e teve a área limpa no dia seguinte a reunião.
Moradora há muitos anos da Vila Operária, Dona Efigênia das Silva Brito agradeceu ao prefeito pelas ações no bairro e disse que tudo que está acontecendo merece nota dez. Ela também disse que tenta ajudar as equipes da forma que consegue, que é fazendo um suco gelado para os trabalhadores das equipes no local.

Para Luiz Carlos Teixeira, presidente da Associação de Moradores, as ações, tanto das obras quanto da reunião, são vistas com bons olhos, pois a associação, juntamente com os representantes do bairro, fazem várias solicitações e muitas aguardam determinado momento para serem executadas. Segundo ele, com o prefeitura Itinerante, a maioria delas foram atendidas.

Na ocasião, o prefeito anunciou que a entrega será na próxima sexta feira, 20 de abril, à partir das 16 horas, com mais serviços da Prefeitura para a comunidade no Dia D. Ele também aproveitou para convidar a todos os presentes e pediu para transmitir aos vizinhos e amigos do bairro e do entorno para acompanhar as melhorias dos trabalhos no local.

Ações ainda continuam na semana que vem na Vila Operária até o Dia D:
Término da pintura na escola Tomás Antônio Gonzaga e da creche Colméia;
Término da manutenção no telhado e calhas da escola e da creche;
Recuperação do alambrado da creche;
Pintura dos brinquedos da creche
Pintura de meios fios;
Reforma das calçadas;
Faixa de pedestre;
Desobstrução de bueiros;
Término da limpeza da quadra poliesportiva;
Conclusão de implantação de sinalização de trânsito e recuperação dos brinquedos.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Condicionantes para a Hindalco em Saramenha

"[...] O presente processo de LP+LI+LO trata da solicitação de alteração do modus operandi da Hindalco em relação à denominada lama vermelha (resíduo proveniente do beneficiamento do minério bauxita), resíduo este que, na forma de polpa, é atualmente destinado à Barragem Marzagão. O objetivo é processar a lama em filtro prensa e direcioná-la para disposição a seco, em pilhas [...]

PARECER ÚNICO Nº 1245965/2017 (SIAM): http://sistemas.meioambiente.mg.gov.br/licenciamento/site/view-externo?id=1556

domingo, 25 de março de 2018

Arábia: uma inquietação

Ontem a Vila Operária ganhou um presente: assistir a pré-estreia nacional do tão aguardo filme "Arábia", rodado em partes aqui na nosso querido bairro da Vila Operária, em Saramenha.

Vencedor de muitos prêmios, o filme tem sido reconhecido por vários méritos, desde questões técnicas, como a ousada narrativa, bem como pelas reflexões que provoca sobre as relações do trabalho na sociedade contemporânea.

Cheguei cedo, sentei na primeira fila e assisti com bastante atenção e entusiasmo! O filme é, de fato, uma "jóia", com bem classificou a crítica do jornal Folha de São Paulo. Da ressocialização do ex-presidiário, da exploração do trabalho numa alusão certeira à "mais-valia" de Karl Marx, das relações humanas daqueles que nos parecem invisíveis entre tantos, do nosso papel nas vilas das nossas vidas... enfim, foram tantas reflexões! com todos que conversei após o filme percebi uma enorme inquietação sobre suas próprias existências.

Numa determinada cena, num pequeno quarto de alojamento de uma obra no leste de Minas Gerais, vários operários amontoados se divertem e um deles lê uma carta enviada pela sua mãe. No texto ela diz o quanto está feliz pelo filho estar trabalhando, enquanto o filho da vizinha está preso. Mas qual a diferença entre a cela de uma prisão e aquele pequeno quarto no meio de uma obra? Mais adiante, o protagonista diz que tem dó de um jovem que mora na Vila Operária, pois ele está ali preso na alienação da fábrica cercado de um monte de gente velha. Restou claro que as prisões das nossas vidas nem sempre tem grades.

Pessoalmente, não posso deixar de mencionar a cena em que o personagem André (sim, meu xará!) passa o dedo na janela e se assusta com o pó que cai da fábrica. Essa cena está aqui no meu blog numa postagem de 22 de março de 2012 (clique aqui e veja)! Várias críticas sobre o impacto ambiental da fábrica foram captadas com justiça e sensibilidade pelo filme. Sinto-me representado!

Para a Vila Operária foi uma grande homenagem! Não há mais quem não saiba o que acontece aqui nesse pequeno e fértil pedacinho de Ouro Preto.

Por fim, não posso deixar de agradecer à equipe de produção do filme, em especial ao querido João Dumans e à grande amiga Laura Godoy. Vocês fizeram algo muito significativo! Parabéns!






quinta-feira, 8 de março de 2018

Ouro Preto está incluida no TTAC (Samarco / Renova)?

A resposta para a pergunta acima é sim e não! sim porque o Comitê Interfederativo (CIF), órgão gestor do TTAC e que deveria regular sua execução, já deferiu/autorizou o pedido de Ouro Preto para compor o rol de cidades socioeconomicamente atingidas. Porém, a Fundação RENOVA, que deveria apenas executar o que lhe determinam, decidiu que não vai incluir Ouro Preto em suas ações até que todos os signatários do texto original assinem um aditivo. Mas daí o leitor vai perguntar: o próprio TTAC já não deu competência ao CIF para isso? sim, no meu modesto entendimento. Creio que a Fundação RENOVA busca o preciosismo jurídico para deixar de dar a Ouro Preto o que lhe é devido.

Esse imbróglio, apesar de parecer distante de Saramenha e da maioria da população ouropretana, tem relação direta com o funcionamento da cidade. Isto porque a arrecadação de tributos e os empregos formais despencaram abruptamente após o desastre ambiental nas barragens da Samarco. A dificuldade financeira e social trazida por este impactante evento tem reflexos diretos em todo o funcionamento dos serviços público de Ouro Preto. O meio ambiente não tem divisas estanques, é o chamado "efeito borboleta"!

Entenda mais lendo a documentação constante no seguinte link:

https://drive.google.com/open?id=1B3IlMWfr6U-z9fg6yrOZhLkMgKjS8yZD

Fonte: Nacho Catalán / El Pais, Madri 06/11/2015

terça-feira, 6 de março de 2018

Entidades alertam sobre desmonte do Licenciamento Ambiental

 Fonte: https://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?63862/alerta-desmonte-licenciamento-ambiental-brasil

Um grupo de 46 organizações representativas do movimento socioambiental, incluindo membros do Ministério Público, divulga nota pública contra projeto de lei que muda regras de licenciamento ambiental. O grupo, do qual participam o WWF-Brasil, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental e SOS Mata Atlântica, entre outras 43 entidades, exige que “órgãos técnicos, comunidade científica, comissões ambientais, populações atingidas e a sociedade em geral sejam ouvidos”.

Segundo as entidades, trata-se de um desmonte da legislação. O projeto, que tramita na Câmara dos Deputados, pode ir a votação no plenário ainda este mês, segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Enquanto isso, a população de Barcarena, no Pará, sofre as consequências de vazamento tóxico de mineração. “Trata-se de uma triste e trágica demonstração de que as regras para o licenciamento ambiental deveriam, na verdade, se tornar mais rígidas, e não mais permissivas, como quer o PL em questão”, diz o coordenador de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Michel Santos.

“Caso aprovada a proposta na forma como se encontra, esta e outras tragédias, como o rompimento da barragem em Mariana, em Minas, ficariam mais propensas a ocorrer, atingindo de forma ainda mais brutal as populações locais”, diz um trecho da nota.

E continua: “O texto do PL proposto pela bancada ruralista e outros setores que desejam mudar as regras de licenciamento ambiental do país deixa o meio ambiente vulnerável ao recomendar a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias a qualquer título e independentemente de seu impacto; ao criar o licenciamento autodeclaratório e flexibilizar as exigências ambientais; ao deixar inteiramente na mão de Estados e municípios a decisão sobre o grau de rigor da licença ambiental -- que pode ser nenhum se prefeitos e governadores assim entenderem; e ao retirar a obrigatoriedade da consulta a populações potencialmente atingidas -- uma clara violação aos direitos de povos indígenas e de comunidades locais, além de representar ameaças a áreas protegidas”.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

UM AVISO QUE VEM DO PARÁ

Fonte: “Ver-o-fato”: http://www.ver-o-fato.com.br/2018/02/alo-defesa-civil-barcarena-pede-socorro.html?m=1

sábado, 17 de fevereiro de 2018


ALÔ DEFESA CIVIL, BARCARENA PEDE SOCORRO: BACIAS DA HYDRO VAZARAM, DENUNCIAM MORADORES; EMPRESA ESCONDE A VERDADE


Não foi por falta de aviso e alerta às autoridades do Pará - governo do Estado, Defesa Civil e Ministério Público, tanto estadual quanto federal. As dezenas de ...comunidades do município de Barcarena vizinhas às bacias de rejeitos de alumina da multinacional norueguesa Norks Hydro, por meio do Ver-o-Fato, voltam a pedir socorro, temendo uma nova tragédia. Os fatos são gravíssimos.

Uma das bacias da empresa já apresentava vazamento desde a semana passada, agravado pelas fortes chuvas que têm caído na região, como publicado - inclusive com fotografias - pelo Ver-o-Fato. Na tentativa de ouvir o outro lado, como manda a regra do bom jornalismo, temos procurado contato com a Hydro para saber a versão dela, mas até agora não obtivemos sucesso. A Hydro se esconde atrás de seu poder econômico, que parece tudo inibir, comprar e calar, não atende e nem envia qualquer resposta.

Nesta manhã de sábado, os moradores quilombolas do Burajuba, uma das 60 comunidades impactadas pela poluição do ar e das águas causada pelos rejeitos da empresa, voltaram a acionar o Ver-o-Fato, detalhando novas ameaças, mais graves que as anteriores - autêntica tragédia anunciada que, apesar das denúncias, parece não sensibilizar autoridades com poder de evitá-la.

"O vazamento das bacias já contamina as comunidades, mas o pior é que os próprios funcionários da Hydro avisaram a gente, agora pela manhã, que se houver ou rompimento dessas bacias, nós, os moradores, teremos de sair às pressas de nossas casas, porque tudo ficará soterrado, sob escombros da lama vermelha", relatou a líder do Burajubae presidente da associação Cainquiama, Maria do Socorro Costa da Silva, que por denunciar sistematicamente os crimes ambientais e sociais na região têm sofrido perseguições e ameaças de morte.

Segundo dona Socorro e outros moradores, a Defesa Civil deveria se deslocar com urgência de Belém ou de Abaetetuba para tomar ciência do que está ocorrendo e orientar as famílias sobre como agir em caso de rompimento das barragens, que têm 30 metros de altura. "Eu apelo também ao procurador da República, Bruno Valente, para que venha aqui inspecionar as bacias, porque a Hydro está calada e nada diz sobre o risco que estamos sofrendo", acrescentou a líder quilombola.

A lama da morte

Vários moradores gravaram áudios e vídeos - veja acima, aqui no blogue - das ruas alagadas e do próprio rio Murucupi já invadido e contaminado pela lama vermelha das bacias da Hydro. "O ar aqui está irrespirável, a gente amanhece com falta de ar, passando mal", denuncia um deles. Na residência da senhora conhecida por dona Maria, bem próximo de uma das bacias, a situação é desesperadora. A enchente inundou a casa dela, trazendo a lama vermelha e seus produtos químicos devastadores para a saúde humana.

Na comunidade de dona Maria, a Bom Futuro, vizinha à Burajuba, a situação é de medo e alerta. Imagens mostram a enchente e a coloração vermelha da água, proveniente das comportas das bacias abertas pela Hydro para aliviar a pressão e tentar evitar o rompimento. Os sacos de cimento colocados em locais onde o vazamento foi identificado não foram suficientes para deter a saída da lama vermelha para fora de uma das bacias.

Mais e novas informações a qualquer momento.
Carlos Mendes
*BlogVerOFato*
https://youtu.be/k3JC36n05Qw


Mais em

domingo, 28 de janeiro de 2018

Poluição rotineira....

E assim é a rotina dos moradores da Vila Operária... resultado? doenças respiratórias, irritações e alergias na pele, danos aos veículos e imóveis etc.

Seguem fotos das instalações da Hindalco do Brasil em Ouro Preto/MG, tiradas em 27/01/2018 na Vila Operária e compartilhadas por um morador no grupo de WhatsApp do Bairro:





terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Vazamento de lama no sistema de rejeitos da Hindalco para o Marzagão

Numa postagem no Facebook no dia 02/01/2018, cidadão ouro-pretano denuncia possível vazamento de lama no sistema de rejeitos da Hindalco para a barragem do Marzagão. Confira: